O livro intitulado 'A História da Pinacoteca Benedicto Calixto', que documenta os quarenta anos de existência da instituição em Santos, no litoral de São Paulo, será lançado nesta quinta-feira (1). A obra, escrita pelo jornalista e historiador Sergio Willians, possui 221 páginas e compila documentos, fotografias e registros nunca antes vistos sobre a jornada da Pinacoteca e do Casarão Branco, sua sede.
O evento de lançamento ocorrerá às 18h na sede da instituição, localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, e incluirá uma sessão de autógrafos com o autor.
A publicação detalha uma cronologia que inicia com a edificação do Casarão Branco, passando pelas diversas ocupações do imóvel até a fundação da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, estabelecida em 1986. Além disso, o livro resgata a trajetória da entidade através de registros de gestores, funcionários, exposições, concertos, atividades culturais e demais ações realizadas ao longo de quatro décadas.
Para a elaboração da obra, Sergio Willians realizou pesquisas em arquivos da própria Pinacoteca, do jornal A Tribuna e do Instituto Histórico e Geográfico de Santos. O material também documenta a participação de fundadores, diretores, presidentes, artistas, conselheiros, colaboradores e profissionais envolvidos na restauração do casarão.
Durante o lançamento, Roberto Clemente Santini, presidente da Pinacoteca, fará a entrega de dois quadros de Benedicto Calixto que foram recentemente adquiridos pela Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto.
Quem foi Benedicto Calixto?
Benedicto Calixto, pintor, desenhista e pesquisador, nasceu em 1853 em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O artista ganhou destaque notável por suas obras que representam paisagens e aspectos históricos da costa paulista, tornando-se uma referência na salvaguarda da memória regional, conforme declaração da Prefeitura de Santos.
Parte do acervo de Calixto encontra-se na Pinacoteca que carrega seu nome, e a relação dele com a instituição é explorada no livro. Após a criação da fundação, catorze telas do pintor foram destinadas ao local.
O Casarão Branco
O Casarão Branco foi erguido em 1900 pelo alemão Anton Carl Dick. Ao longo dos anos, o imóvel experimentou variados períodos de uso e conservação, espelhando as mudanças econômicas e urbanísticas de Santos.
Em 1985, o imóvel foi integrado ao patrimônio municipal visando sua preservação. No ano subsequente, foi instituída a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto. Após passar por um processo de restauração, o casarão foi oficialmente inaugurado e disponibilizado ao público em 1992.
Dentre os pontos altos do livro estão fotografias inéditas da década de 1920, época em que a família Pires residia no imóvel. Esses registros exibem os interiores da moradia e possibilitam uma comparação entre a disposição do casarão naquele período e a atual.
Uma das imagens apresentadas mostra a antiga sala de jantar, que hoje corresponde ao salão principal da Pinacoteca, utilizado para exposições, concertos e eventos. O autor Sergio Willians comentou que «Foi uma das grandes surpresas da pesquisa. Eu nunca havia visto aquelas imagens e elas permitem praticamente entrar naquela residência da década de 1920.»
