Imagens Astronômicas da Semana mostram fantasmas cósmicos e um analema solar
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Imagens Astronômicas da Semana mostram fantasmas cósmicos e um analema solar

Semanalmente, o programa Olhar Espacial apresenta duas imagens astronômicas notáveis da semana anterior. Na edição mais recente, foram exibidas uma impressionante fotografia de céu profundo e um registro de analema solar.

A primeira imagem abrange uma vasta porção da constelação do Cocheiro, uma área tão extensa que poderia conter mil luas cheias. Embora a olho nu, mesmo em uma noite sem poluição luminosa, apenas alguns pontos estelares sejam visíveis, esta fotografia, capturada após mais de duzentas horas de exposição, revela nuvens de hidrogênio ionizado (representadas em vermelho), oxigênio (em azul) e poeira estelar (em cinza).

Neste cenário nebuloso, observam-se bolhas formadas por finos filamentos, que são vestígios de supernovas. Estes elementos funcionam como fantasmas cósmicos, sendo restos de estrelas que explodiram há dezenas de milhares de anos, devolvendo parte de sua matéria ao espaço.

A segunda imagem consiste em um registro notável do analema solar. Esta figura geométrica em formato de "8" foi construída através da união de fotografias tiradas no mesmo horário, mas em datas distintas ao longo do ano. Ao ser montada, a composição ilustra as diversas posições aparentes do Sol durante o ciclo anual da órbita terrestre.

A geometria deste analema é determinada primariamente por dois fatores: a inclinação do eixo de rotação do planeta e a excentricidade de sua trajetória orbital. No momento em que a foto principal foi capturada, registrando os Callanish Stones, este templo monolítico, o Sol apresentava sua menor elevação em relação ao horizonte, o que sugere que a imagem foi tirada durante o solstício de inverno.

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A primeira imagem capturou o momento impressionante em que o planeta Vênus surgiu atrás da Lua, após ter ficado oculto pela vizinha cósmica na terça-feira anterior. Nesse dia, tanto o planeta quanto a Lua exibiam formatos semelhantes. A Lua estava em fase crescente, com aproximadamente 7% de iluminação, enquanto Vênus, embora com 28% de luz, apresentava uma fase minguante, diminuindo gradualmente sua luminosidade. Por possuir uma órbita interna à da Terra, Vênus manifesta fases comparáveis às da nossa Lua. Foi a observação dessas fases que permitiu a Galileu Galilei, há mais de quatro séculos, concluir que o planeta orbitava o Sol e não a Terra, contrariando a visão predominante da época.

A segunda imagem, por sua vez, revelou um registro notável de uma nova cratera na superfície lunar. Esta cratera possui cerca de 220 metros de diâmetro e situa-se perto do limbo leste da Lua. Ela foi criada pelo impacto de um asteroide com dimensões estimadas entre 10 e 20 metros, evento que teria ocorrido entre 11 de abril e 22 de maio de 2024. A descoberta desta nova cratera foi feita através das imagens obtidas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA, e ela recebeu oficialmente o nome de McGetchin, em tributo ao cientista lunar Tom McGetchin.

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