Na Etiópia, as cascas de café rejeitadas são usadas para criar Hashar, uma bebida de frutas semelhante ao chá, tradicionalmente consumida nas casas etíopes.
Os produtores começaram a comercializar esta bebida com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos e obter uma receita adicional dentro da cadeia de valor do café. Na Moyee Coffee, localizada em Adis Abeba, as cascas passam por um processo de secagem, torra e infusão, sendo posteriormente filtradas e resfriadas.
Esta iniciativa visa extrair valor econômico de um subproduto que os agricultores frequentemente descartam ou usam como combustível. Especialistas observam que a transformação das cascas de café em produtos de valor agregado pode abrir novas oportunidades econômicas e, ao mesmo tempo, reduzir os volumes de resíduos agrícolas.
