Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia
Leia mais
FlatOut
flatout.com.br

Novidades automotivas: BMW Série 3 a combustão, Fiat Argo X, Range Rover Sport elétrico e Porsche multimídia

O mercado automotivo recebeu diversas novidades, incluindo o lançamento do novo BMW Série 3 com motor a combustão, os primeiros vislumbres do Fiat Argo X, a versão elétrica do Range Rover Sport e uma atualização de multimídia da Porsche para modelos clássicos.

Novo BMW Série 3 com motor a combustão

Após pouco mais de seis meses da variante elétrica, a BMW apresentou o novo Série 3 com motor a combustão, identificado pelo código G50. Embora ambos sejam denominados Série 3 e compartilhem forte semelhança visual, eles utilizam plataformas distintas. A identidade visual segue o estilo Neue Klasse adotado pela fabricante, com faróis e lanternas padronizados.

O Série 3 a combustão possui um capô mais alongado, indicando sua base na plataforma CLAR II, uma evolução da arquitetura da geração anterior. A BMW destacou melhorias como alargamento das bitolas dianteira e traseira e uma direção revisada, tornando-a mais precisa e comunicativa. Em contraste, o modelo elétrico i3 é construído sobre a arquitetura NAx, a mesma utilizada no SUV iX3.

O design do veículo ocupa uma posição peculiar; embora os novos BMW raramente recebam aclamação unânime no lançamento, a tendência sugere que os entusiastas se habituem com o tempo. No entanto, o novo Série 3 carrega o peso do nome Neue Klasse, remetendo aos icônicos BMW 2002 dos anos 60, sem fazer referências visuais diretas, o que pode incomodar os puristas.

Por outro lado, o G50 alinha-se à tendência moderna da marca, apresentando linhas mais limpas e proporções mais equilibradas, eliminando vincos e dobras excessivos e a grade proeminente que foi alvo de críticas. Embora não possa ser classificado como feio, a crítica atual aponta para um caráter excessivamente genérico.

A dinâmica permanece sendo um ponto forte da BMW. No Série 3 G50, o destaque é o novo M350 xDrive, que ocupa o topo da linha a combustão na ausência de um novo M3. Este motor utiliza um clássico seis em linha de 3.0 litros turbo, complementado por um sistema híbrido-leve de 48 volts integrado ao câmbio automático de oito marchas. A potência alcança 443 cv, permitindo que o sedã acelere de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos.

Um recurso notável para os entusiastas é o sistema denominado “Drift Moment”. A BMW adaptou uma funcionalidade típica dos modelos M puros, permitindo que o sistema xDrive desconecte o eixo dianteiro, direcionando 100% da potência para as rodas traseiras para manobras laterais nas curvas.

Para o uso cotidiano, a versão 320 mantém o motor de quatro cilindros turbo de 2.0, também com assistência híbrida-leve, gerando 208 cv e acoplado ao câmbio de oito marchas. A marca também confirmou a existência de uma versão de entrada 318 com 154 cv para a Europa e prevê versões híbridas plug-in para o próximo ano.

Para acomodar essas motorizações, o ajuste do chassi foi especificamente desenvolvido para a plataforma a gasolina, incorporando uma geometria de suspensão dianteira dedicada, um conjunto traseiro multilink recalibrado e coxins mais rígidos em comparação com o modelo elétrico.

Internamente, as diferenças entre as versões elétrica e a gasolina são minimizadas, e a cabine abraça o minimalismo da linguagem Neue Klasse. O interior é dominado por um imponente display central curvo de 17,9 polegadas, focado no motorista, juntamente com um novo head-up display panorâmico. O sistema operacional é o BMW OS X, baseado em Android, prometendo atualizações contínuas e sinalizando o compromisso da BMW em reduzir botões físicos no painel.

Em termos de dimensões, o G50 sofreu um alongamento típico de transição de geração para reforçar sua presença na estrada. O sedã mede agora 4,76 metros de comprimento (5,2 cm a mais que o anterior), possui 1,85 m de largura e aumentou quase 1 cm na distância entre eixos, atingindo 2,88 metros.

A produção também foi segregada: enquanto o elétrico i3 será fabricado na sede histórica de Munique, toda a linha a combustão do novo Série 3 sairá das linhas de montagem de Dingolfing.

Considerando os aspectos positivos e negativos, a BMW conseguiu encontrar uma maneira inteligente de preservar a essência mecânica que consagrou o Série 3, sem negligenciar o que muitos consideram o futuro da indústria. Resta aguardar o lançamento do novo M3.

Fiat começa a revelar o Argo X

Até o momento, tudo o que se sabia sobre o Fiat Argo X, que pode ser o lançamento mais relevante da marca nos próximos meses, vinha de investigações jornalísticas e fotos não oficiais. Contudo, a fabricante ítalo-mineira finalmente divulgou os primeiros teasers com detalhes do veículo.

Os detalhes são limitados, consistindo apenas no emblema com uma tipografia quadrada e uma imagem em close do que parece ser o farol. Uma surpresa inicial é que a Fiat aparentemente manterá o farol pixelado do Grande Panda europeu, modelo que servirá de base para o Argo X. Esta não é uma solução estética comum e certamente não agradará a todos, mas é inegável que a Fiat preservará a tradição de incorporar elementos de design lúdicos e criativos, como ocorreu com o Novo Uno na década passada (embora este também não tenha tido aceitação universal).

É crucial notar que o Argo X deverá apresentar alterações estruturais significativas em relação ao modelo vendido no mercado internacional, visto que sua função aparente é substituir gradualmente o Argo atual na linha de entrada da marca. Isso reflete o padrão da Fiat de adaptar suas “versões nacionais”, simplificando motores e sistemas de suspensão para o mercado brasileiro, visando maior competitividade de preço.

É considerado certo que serão utilizados dois conjuntos mecânicos distintos, dependendo da versão. As configurações mais básicas devem empregar o conhecido motor 1.0 aspirado Firefly, de três cilindros e seis válvulas, que entrega 75 cv e 10,7 kgfm, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas. Já as versões mais caras poderão adotar o powertrain T200 Hybrid, equipado com sistema híbrido leve, produzindo 116 cv e 20,4 kgfm, sempre com caixa CVT simulando sete velocidades. Este motor é o mesmo utilizado no recém-lançado Jeep Avenger.

Espera-se que o Argo X chegue às concessionárias em breve, com projeções apontando para o último trimestre de 2026, embora os otimistas apostem no mês de outubro.

Alguém decidiu fazer o Prelude “Type R” que a Honda não fez

O retorno do Honda Prelude foi recebido com sentimentos mistos pela maioria dos entusiastas. Ver um clássico ressurgir é sempre positivo, e a Honda acertou no design do cupê lançado recentemente no Brasil. Contudo, o fato de ser um híbrido onde o motor a combustão não tem a função primária de propulsão das rodas não correspondeu totalmente às expectativas da comunidade, apesar de o Prelude ter tradição em servir como vitrine para novas tecnologias, como o sistema 4WS de esterçamento traseiro.

O que o Prelude realmente necessitava, segundo a comunidade, era de um motor a gasolina potente. É exatamente isso que a oficina californiana Throtl está providenciando. Eles adquiriram um Prelude novo, removeram toda a mecânica existente e estão instalando o conjunto motriz do Civic Type R. Uma observação para a Honda.

Embora o Prelude jamais tenha recebido uma versão Type R oficial — o que faz sentido dado seu histórico como grand tourer e não como esportivo puro —, a ideia é perfeitamente coerente. A nova geração já incorpora grande parte dos componentes de suspensão do Civic Type R e, seguindo a tradição da marca, é um carro muito bem ajustado para tração dianteira. Portanto, seria ideal que ele fosse equipado com um quatro cilindros turbo de 320 cv (o K20C1 do Type R) acoplado a uma caixa manual de seis marchas.

Essa possibilidade é reforçada pela arquitetura do Prelude, que é bastante similar à do Civic Type R. O painel corta-fogo é virtualmente idêntico no cupê e no hot hatch, e a maior parte dos periféricos foi mantida. Certamente houve modificações necessárias, como perfurar chapas metálicas para passagem dos cabos de transmissão e fabricar suportes personalizados para a carcaça da caixa de câmbio.

O veículo já está em movimento e a combinação do conjunto motriz está quase finalizada, mas ainda resta resolver questões elétricas e eletrônicas. Na fase inicial de testes, a ECU do Type R limitou o motor a 4.500 rpm, o que deve ser corrigido, no pior cenário, através de uma unidade programável.

De qualquer modo, a escolha de um exemplar branco é apropriada para concretizar o conceito de um Prelude Type R, incluindo o painel de instrumentos do Civic (que se encaixou com mínimas adaptações) e bancos revestidos em vermelho. A intenção da Throtl é montar o carro com aparência de fábrica, sem denunciar que se trata de um projeto customizado. Talvez assim a Honda possa se inspirar.

Range Rover Sport ganha versão elétrica de 550 cv

A Range Rover lançou a versão elétrica do Sport, que dispõe de dois motores, tração integral, e entrega 550 cv e 86,7 kgfm. Seu desempenho se aproxima do nível do V8, acelerando de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Apesar da eletrificação, a marca manteve os atributos que distinguem um Range Rover de qualquer SUV elétrico comum.

O Sport Electric mantém o uso de suspensão pneumática, esterçamento das quatro rodas e controle ativo de rolagem. Além disso, ele possui capacidade para transpor até 900 mm de água e enfrentar inclinações de até 45 graus. A carroceria também foi reforçada em 61% e o centro de gravidade foi abaixado em 73 mm em comparação com o Sport híbrido plug-in — o que representa uma vantagem significativa, considerando que o carro pesa aproximadamente 265 kg a mais que a versão V8.

O aumento de peso é atribuído à vasta bateria de 118,5 kWh, que opera com arquitetura de 800 volts e oferece autonomia de até 609 km no ciclo WLTP. Com um carregador de 350 kW, a Range Rover afirma que é possível recarregar de 10% a 80% em 22 minutos, ou recuperar cerca de 220 km em dez minutos.

Porsche lança multimídia para 911, Boxster e Cayman de 15 anos

Um aspecto que deteriora rapidamente nos veículos modernos é o sistema de multimídia. Um 911 com quinze anos, por exemplo, permanece rápido, belo e divertido, mas o uso do navegador original o transporta instantaneamente para 2011.

A Porsche resolveu essa questão expandindo o PCCM Plus, seu sistema oficial de multimídia para clássicos, para os modelos 911 997.2 e 991.1, assim como para os Boxster e Cayman 987.2 e 981, fabricados entre 2009 e 2016. O sistema conta com uma tela de sete polegadas, suporte sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, Bluetooth, Wi-Fi e navegação por satélite com atualizações via internet. O ponto mais importante é que ele se integra ao restante do veículo, mantendo os comandos do volante e exibindo navegação e música no painel de instrumentos.

Popular