Três instituições de ensino superior em Macau apresentaram resultados positivos nos rankings recentes, seja mantendo suas posições anteriores ou alcançando melhorias significativas.
A Universidade de Macau conseguiu manter uma colocação similar à da edição passada, situando-se na 154.ª posição mundial. Paralelamente, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau preservou a classificação registrada em 2026, ficando na 269.ª posição.
A maior evolução foi observada na Universidade da Cidade de Macau, que avançou de um grupo entre os 601.º e 800.º lugares para o intervalo compreendido entre o 451.º e o 500.º lugares.
Após a divulgação do ranking, a Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) atribuiu esses resultados ao investimento feito pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau no avanço do ensino superior.
Este organismo informou que as autoridades locais estão ativamente promovendo a criação da Cidade Universitária de Educação Internacional e fomentando programas de formação colaborativa com universidades estrangeiras, tudo isso alinhado às estratégias nacionais voltadas para a capacitação de profissionais qualificados.
Em 2025, as autoridades de Macau anunciaram o desenvolvimento desta Cidade Universitária, um campus que será administrado conjuntamente pela Universidade de Macau, pela Universidade Politécnica de Macau e pela Universidade de Turismo de Macau. As primeiras aulas neste novo local tiveram início em agosto deste ano.
Com um aporte financeiro de 18 mil milhões de yuan (equivalente a 2,3 mil milhões de euros), esta Cidade Universitária está estrategicamente localizada em Hengqin, uma zona económica especial adjacente ao território. Esta área foi estabelecida pelo Governo Central chinês como parte dos esforços para auxiliar Macau na diversificação econômica, indo além da indústria de jogos.
Um relatório recente do Governo de Macau ressaltou que as autoridades chinesas visam que este projeto atenda à crescente demanda por vagas universitárias na China, proporcionando aos jovens chineses uma experiência educacional comparável à de estudar no exterior, mas sem necessidade de deixar o país.
Neste contexto, o projeto planeia estabelecer parcerias com universidades de Singapura, Austrália, Reino Unido, Portugal e Suíça, prevendo a implementação de cursos conjuntos e diplomas duplos, como o curso de medicina clínica em parceria com a Universidade de Lisboa ou programas de turismo com instituições da Austrália e da Europa.
Adicionalmente, a DSEDJ declarou que continuará a impulsionar a internacionalização do ensino superior em Macau, estimulando a realização de conferências e outras atividades acadêmicas internacionais no território e buscando fortalecer a conexão das universidades locais com a comunidade acadêmica global.
