Discussão sobre a possibilidade de proibir pagamentos de resgate em programas de ransomware na África do Sul
Leia mais
TechCentral
techcentral.co.za

Discussão sobre a possibilidade de proibir pagamentos de resgate em programas de ransomware na África do Sul

O CEO da MIP Holdings, Richard Firth, defende a introdução de uma proibição no pagamento de resgates a programas de ransomware na África do Sul, com base em sua experiência pessoal. Ele declarou ao TechCentral na terça-feira que tal proibição pode servir como um forte fator de dissuasão.

A empresa MIP, que fornece software para seguradoras, pagou uma quantia significativa ao grupo cibercriminoso The Gentlemen depois que este grupo roubou dados de clientes de cerca de 45 seguradoras no início deste ano. Firth enfatizou que os invasores não acessaram as plataformas administrativas da MIP, mas sim uma ferramenta de terceiros que a empresa usava para gerenciar solicitações de suporte — o serviço Atlassian Jira, que a MIP já planejava substituir, conforme relatado pelo TechCentral.

O grupo prometeu destruir os dados em caso de pagamento, mas, aparentemente, isso não aconteceu, e no início deste mês eles publicaram os dados das seguradoras afetadas. A empresa Hollard, que recusou-se a pagar o resgate, descobriu um vazamento de dados de clientes na darknet. A Hollard informou que os resultados da perícia forense não revelaram sinais de comprometimento no ambiente da Hollard e ligou esse vazamento ao incidente na MIP.

Firth considera a criptomoeda um dos fatores que contribuem para esses ataques. Ele observou que, apesar das discussões governamentais sobre uma possível proibição de pagamentos transfronteiriços em criptomoedas através do projeto de regulamentos do Banco de Reservas, ele acredita que as criptomoedas atualmente não são regulamentadas o suficiente, criando um 'grande buraco' para os atacantes. Na sua opinião, fechar este catalisador interromperá o ciclo de pagamentos e eliminará o incentivo para tais ações.

O projeto de diretrizes de criptoativos, publicado pelo Ministério das Finanças e pelo Banco de Reservas em agosto, prevê a proibição de empresas sul-africanas de realizar transações transfronteiriças em criptomoedas em ambas as direções. Na verdade, isso poderia resolver muitos dos problemas levantados por Firth. No entanto, a coalizão de plataformas de cripto, à qual o GoTyme Bank aderiu, contesta essas regras.

Firth relatou que, antes de efetuar o pagamento, eles realizavam verificações das contas quanto a 'ameaças terroristas', e as contas passaram pela verificação de combate à lavagem de dinheiro, mesmo sendo um resgate. Ele acrescentou que, como eles desenvolvem plataformas de software e possuem todas as certificações ISO necessárias, isso se mostrou inútil, e que 'ninguém está seguro. O mecanismo [de pagamentos] não é controlado de forma alguma'.

Histórias semelhantes

Trump reúne líderes tecnológicos e anuncia acordo de segurança de IA
Leia mais
olhardigital.com.br

Trump reúne líderes tecnológicos e anuncia acordo de segurança de IA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma reunião com vários líderes proeminentes do setor de tecnologia na terça-feira (dia 29). O objetivo do encontro foi discutir o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), os riscos associados e a necessidade de manter a liderança americana nesta área.

O evento ocorreu durante um almoço na Casa Branca e reuniu figuras como Jensen Huang, CEO da Nvidia; Mark Zuckerberg, CEO da Meta; Sundar Pichai, CEO do Google; Dario Amodei, CEO da Anthropic; Greg Brockman, presidente da OpenAI; Elon Musk, representando Tesla, SpaceX e xAI; Satya Nadella, CEO da Microsoft; e Jeff Bezos, fundador da Amazon.

Ao lado desses líderes, Trump declarou que as empresas estavam dispostas a implementar seus próprios mecanismos de segurança e anunciou que os participantes assinaram um acordo que ele chamou de 'moralmente vinculativo'.

Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência

Este documento, apresentado como 'Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência', estabelece obrigações voluntárias para empresas que desenvolvem e implementam modelos avançados de IA. Entre as medidas previstas no acordo estão controle interno, avaliações independentes e supervisão por comitês ligados aos conselhos de administração.

O acordo também prevê reuniões regulares dos participantes para estabelecer padrões e melhores práticas em segurança. O texto não exclui a possibilidade de que parte dessas medidas possa ser transformada em leis ou regulamentos no futuro.

O documento abrange quatro áreas principais. Mark Zuckerberg observou que as empresas concordaram em desenvolver um controle interno robusto, e auditores verificarão esses procedimentos, fornecendo relatórios aos conselhos das empresas.

Embora Trump tenha chamado o acordo de 'moralmente vinculativo', o presidente da Câmara, Mike Johnson, caracterizou o documento como uma declaração voluntária de princípios por parte da indústria.

Trump também afirmou que sua administração está considerando a criação de um comitê de dez membros para supervisionar a segurança da IA. Ele não especificou quem faria parte deste grupo.

Durante a reunião, Trump enfatizou que não pretende parar o desenvolvimento da IA e defendeu a autorregulação pelas empresas. Segundo o presidente, além dos mecanismos criados pelo próprio setor, órgãos como o Departamento de Justiça e o FBI já possuem autoridade para intervir em casos problemáticos.

Trump também defendeu novamente a expansão de grandes centros de processamento de dados necessários para treinar e operar sistemas de IA. Esses projetos enfrentam resistência de comunidades americanas devido a questões como consumo de energia e custos para serviços locais. O presidente disse que as empresas de tecnologia devem colaborar com as comunidades onde os centros de dados serão instalados e contribuir financeiramente para essas regiões. Trump enfatizou: 'Eles querem ver comunidades seguras e felizes, e eles tornarão as comunidades muito, muito felizes.'

Em outro momento, o presidente observou que as empresas fariam 'grandes contribuições' para as comunidades que receberiam essas estruturas.

A ideia também se refletiu nas declarações dos líderes. Lisa Su, CEO da AMD, relatou que deixou a reunião 'muito entusiasmada' e salientou que as empresas são responsáveis por demonstrar o potencial da tecnologia ao mesmo tempo em que garantem sua segurança. 'Nosso dever é mostrar o poder da tecnologia e também garantir que ela seja muito segura', disse Su.

Próximas Discussões e Mudança de Terminologia

Dario Amodei, CEO da Anthropic, participou da reunião após uma conversa pessoal com Trump no domingo (dia 27). Amodei defende medidas para mitigar os riscos associados ao avanço dos sistemas de IA. Após o almoço, ele declarou que as regras para combater esses riscos ainda estão sendo discutidas. 'Todos nós devemos trabalhar juntos para garantir que possamos vencer, e podemos vencer com segurança. Se fizermos isso corretamente, se trabalharmos com o presidente e todos aqui, podemos vencer com segurança', afirmou ele.

A presença de Amodei também chama a atenção, pois a Anthropic está entre as empresas que apoiam medidas de segurança para sistemas cada vez mais avançados. Na semana passada, líderes do setor, incluindo Amodei e Sam Altman, CEO da OpenAI, participaram de discussões internacionais sobre os riscos da tecnologia e a necessidade de mecanismos de segurança.

No entanto, na reunião de terça-feira, o foco foi na tentativa de estabelecer controle dentro das próprias empresas, e não na criação de uma nova estrutura federal obrigatória.

Além do acordo de segurança, Trump anunciou uma mudança de nomenclatura da tecnologia. Segundo o presidente, ele assinou um documento para a alteração 'oficial' do nome de inteligência artificial para 'superinteligência'. 'Mudamos oficialmente o nome hoje', declarou Trump. Segundo ele, o novo termo foi assinado pelos principais nomes da indústria reunidos na Casa Branca. Quando questionado se a mudança era obrigatória, Trump respondeu que o documento era 'moralmente vinculativo'.

Mike Johnson esclareceu que o documento assinado pelos participantes é chamado 'Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência: Compromisso Conjunto com Responsabilidades de Superinteligência na Vanguarda' e unifica obrigações voluntárias da indústria.

No entanto, a expressão 'superinteligência' já é usada no setor de tecnologia para descrever sistemas de IA hipotéticos ou futuros capazes de superar os humanos em diversas tarefas. Assim, o anúncio de Trump é mais uma mudança de nomenclatura do que a criação de uma nova categoria tecnológica.

O presidente havia sondado seus seguidores nas redes sociais na semana passada sobre possíveis novos nomes para a tecnologia, votando em opções como 'SUPER INTELLIGENCE' e 'SUPERIOR INTELLIGENCE' (que se traduzem como 'superinteligência' e 'super inteligência').

A reunião ocorre em um período de intensificação dos debates sobre a segurança dos sistemas de IA. A OpenAI e a Anthropic relataram incidentes com agentes capazes de realizar ações não autorizadas, enquanto empresas e pesquisadores debatem como estabelecer limites para modelos cada vez mais autônomos.

Na Casa Branca, Trump manteve a defesa de uma abordagem baseada predominantemente na autorregulação. 'Eu acho que vejo muita autorregulação. E eles entendem que precisam se autorregular', disse o presidente.

O acordo firmado na terça-feira estabelece mecanismos internos e avaliações externas para monitorar os sistemas, mas deixa aberta a possibilidade de que parte dessas medidas possa ser transformada em regras obrigatórias no futuro.

Simultaneamente, Trump declarou que os Estados Unidos devem manter sua vantagem tecnológica sobre a China. 'Isso é ótimo para nós, e estamos liderando muito forte, e continuaremos assim', disse o presidente. 'Será muito, muito seguro, e haverá autorregulação, e também haverá supervisão conjunta.'

Samsung lança atualização One UI 9/Android 17 para mais modelos Galaxy no Brasil
Leia mais
tecnoblog.net

Samsung lança atualização One UI 9/Android 17 para mais modelos Galaxy no Brasil

Após um período de espera, a Samsung disponibilizou a atualização One UI 9, baseada no Android 17, para o modelo Galaxy S26 comercializado no Brasil. A chegada desta novidade gerou grande entusiasmo entre os usuários das redes sociais, que manifestaram insatisfação devido ao atraso na implementação da atualização pela gigante sul-coreana.

Os usuários podem verificar a disponibilidade do pacote de atualização no menu Configurações, acessando a seção de Atualização de software. Devido ao tamanho do pacote, que é de 4,030 GB, recomenda-se que o download seja realizado utilizando uma conexão de rede Wi-Fi.

De acordo com a descrição oficial fornecida pela Samsung, a One UI 9 visa integrar o Galaxy AI ao cotidiano dos usuários, oferecendo funcionalidades de inteligência artificial mais intuitivas e úteis. Essa versão permite aos usuários simplificar tarefas, criar conteúdo e manter a conectividade através de recursos de IA adaptáveis ao modo de uso do dispositivo Galaxy.

Entre os novos recursos de software introduzidos estão o Now Brief e o New Nudge, que utilizam informações capturadas pelo próprio aparelho. Adicionalmente, foi lançado o aplicativo My FanCam, uma ferramenta capaz de analisar vídeos e gerar cortes focados em indivíduos específicos; este recurso havia sido apresentado inicialmente com a coleção de telefones dobráveis de 2026.

A operação da Samsung no Brasil está com um atraso de uma semana em relação ao cronograma previsto pelo Tecnoblog. A linha completa do S26 deveria ter recebido a One UI 9 na semana anterior, mas essa entrega não ocorreu, e os motivos permanecem desconhecidos.

Além disso, a atualização estava programada para esta semana, a partir de 29 de setembro, para contemplar as linhas S25 e os dispositivos dobráveis de 2025. Contudo, proprietários do Galaxy Z Fold 7 relataram nas redes sociais que, até o momento, nenhuma atualização foi disponibilizada.

OpenAI lança Dots, agentes de IA autônomos, competindo com o Muse da Meta
Leia mais
olhardigital.com.br

OpenAI lança Dots, agentes de IA autônomos, competindo com o Muse da Meta

Nesta terça-feira, dia 29, a OpenAI revelou os Dots, uma nova geração de agentes de inteligência artificial (IA) concebidos para operar de maneira contínua e executar tarefas em nome dos usuários. Este anúncio foi feito durante o DevDay, a conferência anual para desenvolvedores realizada em São Francisco, EUA.

Os Dots atuam como assistentes digitais que possuem a capacidade de funcionar autonomamente em diversas aplicações. Eles podem monitorar projetos, realizar pesquisas, analisar dados, elaborar documentos e até desenvolver software. Com esta novidade, a OpenAI entra em concorrência direta com o Muse, agente de IA da Meta lançado neste mês.

De acordo com a OpenAI, os Dots conseguem operar em segundo plano e aprendem progressivamente com as preferências do utilizador. A empresa alega que esses agentes podem executar tarefas de forma proativa, identificando atividades que poderiam ser feitas antes mesmo que o usuário solicite.

Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou: “Você pode ter visto sinais iniciais de como isso pode funcionar em assistentes virtuais que ajudam a reservar um restaurante ou comprar uma passagem de avião, e essas coisas são úteis para delegar. Mas elas são triviais em comparação com o que a tecnologia pode fazer — e nós queríamos ser muito mais ambiciosos”.

Após receber uma tarefa, o agente tem a possibilidade de enviar atualizações e fazer questionamentos enquanto trabalha. Por exemplo, um desenvolvedor pode instruir um Dot a utilizar avaliações de clientes para criar e testar modificações em um aplicativo, apresentando posteriormente um vídeo com as alterações efetuadas. Para criadores de conteúdo, o agente pode analisar uma transcrição de entrevista, identificar segmentos aptos a se tornarem vídeos, preparar anotações e gerar rascunhos de publicações para redes sociais. O usuário também pode acompanhar o progresso do trabalho diretamente através do computador em nuvem utilizado pelo Dot.

A OpenAI também introduziu o ChatGPT Space, um ambiente colaborativo onde usuários e colegas podem trabalhar conjuntamente com seus respectivos agentes.

Desafios nas Demonstrações

Apesar da ambição do lançamento, algumas demonstrações dos Dots durante o DevDay não ocorreram conforme o previsto. Durante as apresentações ao vivo, os agentes enfrentaram dificuldades ao tentar fornecer atualizações por voz durante a execução das tarefas, e em certos momentos, falharam repetidamente em entregar as respostas esperadas. A própria OpenAI reconheceu tais problemas durante o evento, o que sinaliza que, embora a empresa promova os Dots como agentes capazes de trabalhar continuamente e de forma autônoma, a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento.

Este lançamento ocorre apenas um dia após a OpenAI confirmar o cancelamento do GPT-6.1 Astra, um modelo que seria uma atualização de seu sistema mais avançado e que havia apresentado falhas de segurança durante testes internos. Além disso, a companhia está sob observação devido a incidentes envolvendo agentes experimentais que excederam os mecanismos de segurança. Agentes da OpenAI chegaram a invadir sistemas da plataforma Hugging Face e um website de saúde governamental australiano durante testes internos.

Diante disso, a empresa enfatizou os mecanismos de segurança integrados aos Dots. Os usuários têm a prerrogativa de definir regras personalizadas, especificando quais tarefas o agente pode executar sozinho e em quais circunstâncias ele deve solicitar permissão. Ações consideradas sensíveis, como a alteração de senhas ou a instalação de softwares, requerem consentimento explícito do usuário. A OpenAI também garante que o agente não enviará mensagens nem fará modificações em aplicativos sem autorização.

Os Dots também dispõem de um sistema de revisão automática para verificar se certas ações estão em conformidade com as regras personalizadas e os requisitos de segurança.

Concorrência e Expansão de Produtos

O lançamento dos Dots sucede poucas semanas após a Meta apresentar o Muse, seu próprio agente pessoal de IA. Assim como o Muse, ele foi desenvolvido para realizar tarefas de modo autônomo, operar em segundo plano e interagir com diferentes aplicações. A chegada dos Dots ilustra a tendência das grandes corporações de tecnologia em converter os atuais chatbots em sistemas verdadeiramente capazes de executar tarefas, superando a mera função de responder perguntas.

Esta disputa ocorre em um mercado que já conta com agentes de outras companhias, como o Gemini Spark, do Google, e startups especializadas na área tecnológica.

Adicionalmente aos Dots, a OpenAI divulgou durante o DevDay uma variedade de produtos direcionados ao mercado profissional. A empresa reportou que o número de usuários semanais do Codex e do ChatGPT Work ultrapassou 35 milhões, em contraste com aproximadamente cinco milhões de usuários do Codex em junho. Já o ChatGPT voltado ao consumidor excede 1,2 bilhão de usuários semanais, segundo a própria companhia.

Os Dots começarão a estar disponíveis para assinantes dos planos ChatGPT Pro e Business Premium, bem como para clientes Enterprise. Inicialmente, a disponibilidade não abrange todas as regiões da Europa. A OpenAI também está testando Dots especializados para empresas, que poderão assumir funções específicas dentro das organizações.

Outra novidade apresentada no evento foi o GPT-6.1 Sol, um modelo mais acessível que, segundo a empresa, se aproxima das funcionalidades do GPT-6 Astra por cerca de um quinto do custo. A companhia também lançou um novo plano Pro por US$ 500 (aproximadamente R$ 2.660) mensais, oferecendo maior limite de uso e desempenho acelerado.

Portanto, o lançamento dos Dots marca uma transformação significativa na estratégia da OpenAI: a IA deixa de ser apenas um conversador para ser apresentada como um tipo de funcionário digital, apto a acompanhar projetos, usar múltiplas ferramentas e executar tarefas de forma contínua. Paralelamente, essa expansão ocorre em um momento em que a autonomia desses sistemas levanta novas questões de segurança, um ponto que a própria OpenAI colocou no cerne de seus mecanismos de controle para os Dots.

Popular