A loja Brick on Sticks / DOT BOT STUDIO apresenta arquitetura discreta em Domlur-Indiranagar
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A loja Brick on Sticks / DOT BOT STUDIO apresenta arquitetura discreta em Domlur-Indiranagar

No cenário comercial denso de Domlur-Indiranagar, destaca-se uma estrutura de quatro pavimentos, composta pelo térreo e mais três andares, construída em um terreno modesto de 12x18 metros. Este estabelecimento anuncia-se de maneira reservada, quase sutil.

Em um ambiente onde dimensões reduzidas são frequentemente ligadas a limitações, a arquitetura deste projeto opta por não buscar maximizar sua visibilidade através do tamanho ou de um espetáculo visual. Em vez disso, ela se baseia em um ajuste cuidadoso entre a estrutura, os materiais utilizados e a intenção do design.

Do ponto de vista do pedestre, duas árvores localizadas na calçada, adjacentes à rua, acabam por emoldurar o edifício. As copas dessas árvores criam um palco urbano natural que modera a primeira impressão da arquitetura.

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A equipe de projeto detalhou as especificações para o Edifício de Uso Misto Bangbae Geunsaeng, desenvolvido pela aoa architects. Para empreendimentos comerciais destinados à locação, foi considerado fundamental criar um layout compacto, utilizando unidades retangulares simples e centralizando o núcleo que abriga escadas, elevadores e sanitários.

O posicionamento do elevador e dos demais elementos de circulação vertical foi escolhido para a face sul do edifício, pois esta área não possui recuos obrigatórios que restringiriam a incidência de luz solar. Os espaços destinados à locação foram dispostos no lado norte, separados do núcleo por uma espessa parede estrutural.

Essa separação assegura que as unidades comerciais mantenham um volume retangular nítido, tanto em sua planta baixa quanto em seu corte transversal, evitando a presença de vigas visíveis que possam interromper os ambientes. Em contrapartida, os componentes do núcleo foram realocados para o sul com o objetivo de otimizar a área disponível para locação.

Essa mudança resultou no alinhamento do núcleo ao limite oblíquo do terreno, o que, por sua vez, gerou um hall de elevador com formato irregular. Este arranjo estabelece um forte contraste com a simplicidade retangular das unidades comerciais, conferindo às áreas comuns um caráter dinâmico e visualmente atraente.

O poço do elevador, a caixa de escada e os sanitários, estando alinhados em eixos distintos, criam aberturas geométricas. Essas frestas são responsáveis por permitir a entrada de luz natural tanto no piso térreo quanto no subsolo parcialmente aberto, projetando sombras que mudam constantemente com o movimento do sol.

A parede divisória entre as unidades comerciais e o núcleo em todos os andares apresenta um acabamento metálico, o que contrasta nitidamente com a textura rugosa do concreto aparente bujardado da parede do núcleo sem isolamento. Esta parede metálica funciona como um plano de fundo para os volumes verticais da circulação e define a identidade visual do edifício Bangbae voltada para a rua.

Para amenizar o impacto visual que uma estrutura majoritariamente composta por metal e concreto poderia causar, as esquadrias e os corrimãos foram pintados na cor verde, proporcionando ao edifício uma identidade gráfica e leve. A tubulação de exaustão proeminente na fachada frontal, juntamente com a parede lateral da cobertura do elevador e a tipologia da planta, dialogam intencionalmente com as obras de James Stirling, Louis Kahn e John Hejduk, ao mesmo tempo em que desafiam o viés minimalista e as tendências dominantes na arquitetura contemporânea coreana.

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