A pressão financeira é sentida entre a população sul-africana, afetando pessoas de diferentes grupos de renda. De acordo com o Índice de Estresse Financeiro compilado pelo Compare the Market, a África do Sul ocupou o nono lugar entre 32 países.
Um estudo local separado mostrou que as pessoas que procuram ajuda para alívio de dívidas gastavam mais da metade de sua renda líquida no pagamento de dívidas. O fardo médio de pagamento de dívidas entre os solicitantes na Debt Solutions 4U era de R58,40 de cada R100 de renda líquida, sem considerar aluguel, transporte, alimentos e outras despesas de vida.
Este indicador complementa um estudo internacional que incluiu a África do Sul entre os dez países mais sob pressão financeira de 32 nações comparadas.
Comparação de Indicadores Financeiros
O Índice de Estresse Financeiro do Compare the Market atribuiu à África do Sul o nono lugar com uma pontuação de 3,93 de 10. A avaliação dos países levou em consideração fatores como renda média, custo da habitação em relação à renda, aluguel, custo de vida e taxa de desemprego.
Luxemburgo liderou o índice com uma pontuação de 4,78, seguido por Irlanda (4,75) e Holanda (4,35). Portugal, EUA, Noruega, Canadá e Austrália também entraram no top 10, e a Dinamarca encerrou o grupo.
Embora o custo da habitação e o aluguel na África do Sul fossem relativamente mais baixos do que em muitos desses países, o fator distintivo significativo permaneceu sendo o desemprego. A relação preço da casa para renda na África do Sul foi de 89,3, em comparação com 121,5 em Luxemburgo e 130,5 na Holanda. O índice de aluguel na África do Sul atingiu 12,8, enquanto em Luxemburgo foi de 47,1 e na Irlanda de 41,4.
O índice utilizou uma taxa de desemprego de 32,6% para a África do Sul. No entanto, o último Relatório de Mão de Obra trimestral do Statistics South Africa estabeleceu o nível oficial em 33,6% no segundo trimestre de 2026, o que é 0,9 ponto percentual superior ao trimestre anterior. Isso resultou em 8,48 milhões de pessoas desempregadas, um aumento de 345.000 em três meses. Além disso, 3,67 milhões de pessoas foram classificadas como procurando emprego desesperadamente. Apenas 39,6% da força de trabalho sul-africana estava empregada, enquanto o indicador mais amplo de subutilização da força de trabalho foi de 46,3%.
O Índice de Pressão Financeira da África do Sul da Debt Solutions 4U para agosto de 2026 mostrou que os solicitantes geralmente destinam 58,4% de sua renda líquida ao pagamento de dívidas, deixando R41,60 de cada R100 ganhos para outras necessidades domésticas.
Situação das Dívidas
A pressão também é notável entre os sul-africanos que já buscaram ajuda devido às suas dívidas. Uma análise de 1.174 pedidos de revisão de dívida recebidos pela Debt Solutions 4U entre junho e agosto revelou que os solicitantes destinavam, em média, 58,4% de sua renda líquida ao pagamento de dívidas, sobrando R41,60 de cada R100 para outras despesas familiares.
Empréstimos pessoais representaram 65,4% das dívidas não garantidas registradas na amostra, e cartões de crédito — 21,4%. O estudo abrangeu um volume de R79,02 milhões em 5.842 contas não garantidas.
É importante notar que esses resultados não refletem o panorama geral dos domicílios sul-africanos; eles ilustram a situação financeira daqueles que já procuraram a Debt Solutions 4U para aconselhamento sobre dívidas.
Custo de Vida
Chris Ford, Gerente Executivo de Mídia, Comunicações, Redes Sociais e Marca na Compare the Market, afirmou que a pressão financeira afeta pessoas de diferentes camadas da sociedade. Ele observou: «É óbvio que o custo de vida afeta pessoas de todas as classes sociais, e o aumento das despesas das famílias contribui para o estresse financeiro de muitos».
Ford aconselhou a considerar opções de seguro, produtos financeiros e acordos de energia para identificar potenciais economias, sem necessariamente renunciar a esses serviços e produtos.
O índice internacional representa uma comparação de indicadores econômicos nacionais selecionados, e não uma pesquisa de domicílios individuais. Portanto, suas conclusões não provam que cada domicílio em um país com classificação mais alta esteja sob mais pressão financeira do que um domicílio em um país com classificação mais baixa.
As comparações monetárias no estudo foram inicialmente calculadas em dólares americanos e foram convertidas usando a taxa de US$1 = R16,42 em 28 de setembro de 2026.



