Projeto da casa residencial Casa Melides MG do escritório de arquitetura Pereira Miguel Arquitectos
Leia mais
ArchDaily Brasil
archdaily.com.br

Projeto da casa residencial Casa Melides MG do escritório de arquitetura Pereira Miguel Arquitectos

O escritório de arquitetura Pereira Miguel Arquitectos apresentou o projeto Casa Melides MG, localizado na cidade de Esteveira, Melides. Este projeto consiste em uma residência individual composta por vários volumes e uma piscina, interligados por espaços abertos que formam um ângulo e seguem a zona natural de anfiteatro no terreno.

A localização das construções acompanha o cume do terreno, que atravessa a propriedade do Sul ao Norte e curva-se para incluir um anexo, que é o primeiro volume ao Sul, ao redor de um pequeno vale. Além disso, a garagem está próxima à entrada, protegendo a parte mais privada da casa — a área residencial, que está voltada para o Norte.

Entre essas áreas, há uma piscina em uma área mais aberta com boa iluminação solar, que reflete a paisagem do vale em forma de anfiteatro natural. As construções estão localizadas a menos de 10 metros uma da outra. Elas foram projetadas para se integrar harmoniosamente à topografia, utilizando a luz solar e a paisagem circundante.

O projeto prevê a preservação da cobertura vegetal sem derrubar ou podar completamente as árvores, buscando proporcionar aos usuários do terreno a possibilidade de desfrutar de amplas vistas e acesso a todos os lados da propriedade.

Histórias semelhantes

Residência Arcipressi: Projeto arquitetônico em Florença que une elegância, natureza e sustentabilidade
Leia mais
archdaily.com.br

Residência Arcipressi: Projeto arquitetônico em Florença que une elegância, natureza e sustentabilidade

A Residência Arcipressi é uma residência de notável valor arquitetônico, localizada no centro verde de Florença. Este imóvel ocupa parte de uma antiga villa que foi submetida a uma reforma minuciosa, visando restaurar a elegância atemporal dos ambientes em total consonância com a paisagem circundante.

A concepção arquitetônica é marcada por uma linguagem refinada e discreta, utilizando amplas aberturas que enquadram vistas de jardins exuberantes e árvores centenárias, permitindo um diálogo contínuo com a natureza.

O surgimento do projeto resultou de uma colaboração profunda entre a equipe de arquitetura e os proprietários, um casal com uma filha. Eles compartilhavam não só uma visão sobre o estilo de vida desejado, mas também uma forte preocupação com a sustentabilidade, aspecto que permeia tanto sua vida pessoal quanto profissional.

A filha do casal, em particular, atua como consultora de sustentabilidade no setor da moda, introduzindo ao projeto uma perspectiva consciente focada no impacto ambiental, na procedência dos materiais e na responsabilidade dos processos produtivos.

A casa está situada em uma localização especial, rodeada por vegetação, mas mantendo proximidade com o centro histórico de Florença. Esta característica única guiou todo o processo arquitetônico, concebido como um santuário familiar íntimo, capaz de harmonizar a vida urbana com a tranquilidade da natureza.

Os espaços internos foram planejados para garantir uma transição suave entre o interior e o exterior. Grandes vãos e a conexão visual com o jardim fazem com que o ambiente verde se torne uma extensão funcional da área de convívio. Dessa forma, a residência estabelece um ponto de equilíbrio onde a arquitetura, a sustentabilidade e o dia a dia se integram naturalmente, proporcionando à família um espaço autêntico, acolhedor e profundamente ligado ao seu entorno.

Os interiores são caracterizados por serem acolhedores e envolventes, apresentando uma clareza formal que realça a qualidade dos materiais empregados e a excelência do trabalho artesanal. Todo o mobiliário foi desenvolvido sob medida e produzido por artesãos locais, criando um cenário singular onde a tradição encontra a modernidade em perfeito balanço.

A luz natural penetra suavemente nos cômodos, incidindo sobre as superfícies texturizadas e os detalhes personalizados, enquanto o verde externo integra-se ao lar, promovendo uma atmosfera de serenidade e bem-estar. O projeto, em essência, eleva a experiência de morar a algo íntimo e sofisticado, demonstrando respeito pela história e pela beleza do local.

Projeto Casa Amona do COLAR Colectivo de Arquitetura em San Cristóbal de las Casas
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto Casa Amona do COLAR Colectivo de Arquitetura em San Cristóbal de las Casas

A equipe de projeto descreveu a Casa Amona, um projeto situado em um lote urbano localizado em San Cristóbal de las Casas, próximo a uma das principais áreas verdes da cidade. A residência foi concebida para manter uma conexão reservada com a rua, direcionando sua dinâmica interna para o interior do terreno. Diferentes aberturas e pátios foram utilizados para criar ligações visuais tanto com a paisagem ao redor quanto com os próprios ambientes da habitação.

Com uma área construída total de 155 m², o programa arquitetônico está distribuído em dois pavimentos, funcionando como um conjunto de unidades funcionalmente distintas. No piso térreo, encontram-se a sala de estar, a sala de jantar e a cozinha, formando um espaço contínuo que inclui um banheiro completo. A disposição deste nível permite que a sala de estar seja adaptada para funcionar como quarto principal sem grandes alterações estruturais, prevendo diversas formas de uso ao longo do tempo.

O andar superior abriga os espaços mais íntimos — quarto, estúdio e terraço —, os quais possuem ligação direta com as vistas oferecidas pelo morro. Adicionalmente, há um ateliê independente de 45 m², projetado para acomodar atividades artísticas e momentos de convívio familiar, contando ainda com seu próprio quarto e banheiro autônomo.

Este ateliê se abre para um pátio que foi organizado em torno de um freixo já existente. Neste pátio, a vegetação nativa e um pequeno lago formam um micro-habitat urbano que está integrado ao complexo residencial.

Em termos de materiais, o projeto utiliza alvenaria, tijolo aparente, adobe não estrutural e madeira de cipreste, sendo esta última fundamental em elementos como coberturas, caixilhos e móveis planejados. O acabamento com reboco caiado, combinado com a madeira e os pisos de lajota de barro, estende-se entre os espaços internos e externos, resultando em uma arquitetura pensada para envelhecer com dignidade.

O nome Amona, que possui o significado de avó na língua basca, reflete uma necessidade vital específica e batiza uma casa destinada a harmonizar a vida doméstica, o trabalho criativo e os encontros familiares.

Projeto Casa Atelier Brasília da NAHE ARCHITECTS foca na integração entre arquitetura, clima e vida doméstica
Leia mais
archdaily.com.br

Projeto Casa Atelier Brasília da NAHE ARCHITECTS foca na integração entre arquitetura, clima e vida doméstica

A Casa Atelier Brasília, desenvolvida pela NAHE ARCHITECTS, investiga a interação entre arquitetura, condições climáticas e a vida cotidiana através de uma readequação minuciosa de uma residência já existente. O projeto nasceu de uma meta simples: converter um apartamento comum em uma sucessão de ambientes tranquilos e interligados, onde a luz, os materiais e as proporções definem a experiência diária.

Em vez de aumentar a complexidade, a intervenção se concentrou em eliminar o supérfluo. O núcleo da casa transforma-se em uma paisagem fluida de convívio, unificando sala de estar, sala de jantar, cozinha e terraço em um único espaço conceitual. Amplas aberturas conectam o interior ao exterior, fazendo com que o terraço funcione como um cômodo acessível ao céu, e não apenas como um anexo.

O layout foi organizado mediante uma progressão moderada entre as áreas sociais e as privadas. A zona social é caracterizada por ser aberta, flexível e espaçosa, servindo como local para reuniões, trabalho e atividades compartilhadas. Em contraste, os dormitórios proporcionam um ambiente mais protegido, projetados para serem locais de repouso, foco e introspecção.

A escolha dos materiais reflete o mesmo princípio de moderação. A madeira de nogueira confere calor e continuidade visual, enquanto a estrutura de concreto original é preservada e exposta, conferindo uma presença física autêntica. Superfícies neutras atuam como um pano de fundo calmo para a luz natural, permitindo que suas variações ao longo das horas se integrem à própria arquitetura. Cada elemento material foi mantido próximo ao seu estado natural, aceitando o desgaste e a passagem do tempo como parte inerente ao seu caráter.

A Casa Brasília não deve ser vista meramente como uma reforma tradicional, mas sim como uma nova maneira de habitar. É um lar cuja identidade reside na clareza, e não no excesso; um espaço atemporal, maleável e sensível aos hábitos da vida diária.

Popular