Relações entre o Barão de Mauá e o Baianinho de Mauá
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Relações entre o Barão de Mauá e o Baianinho de Mauá

Irineu Evangelista de Sousa, conhecido como Barão de Mauá (1813 – 1889), foi fundamental para o início da industrialização no Brasil. Ele concebeu a Estrada de Ferro Mauá, que se tornou a primeira linha férrea do país, o que lhe rendeu o título de barão.

Em 30 de abril de 1854, Dom Pedro II (1825 – 1891) inaugurou o primeiro segmento de 14,5 km dessa ferrovia, ligando o Porto de Mauá a Fragoso, ambos localizados no município de Magé, no Rio de Janeiro.

Henry Chamberlain

Henry Chamberlain (1796-1844), filho de um diplomata inglês proeminente que residia no Brasil, foi um dos indivíduos que endereçaram cartas a Pedro I em 7 de setembro de 1822, incentivando-o a proclamar a independência de Portugal.

Sir Neville Fitzgerald Chamberlain

Sir Neville Fitzgerald Chamberlain (1856-1944), um oficial britânico, prestou serviço na Índia sob o domínio do Reino Unido. Foi ele quem estabeleceu as normas de uma variação do bilhar que se popularizou entre os soldados: o sinuca.

Baianinho de Mauá

Josué Ramalho da Silva, conhecido como Baianinho de Mauá (1973 -), nasceu em Paulo Afonso, Bahia. Ele conquistou diversos campeonatos de sinuca em todo o Brasil, sendo que a maior parte dessas vitórias ocorreu em mesas de bares. Seu apelido deriva do período em que morou na cidade de Mauá, em São Paulo, cujo nome homenageia o Barão de Mauá.

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Revista Time Out classifica bairros do Rio de Janeiro e São Paulo entre os mais modernos do mundo
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Revista Time Out classifica bairros do Rio de Janeiro e São Paulo entre os mais modernos do mundo

A revista britânica Time Out incluiu dois bairros brasileiros em seu ranking dos locais mais contemporâneos do planeta. Laranjeiras, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, alcançou a 17ª posição, enquanto a República, situada no centro de São Paulo, figura na 25ª colocação. Este ranking, divulgado nesta quarta-feira (16), apresenta um total de 40 bairros considerados os mais estilosos do momento.

Anualmente, a publicação seleciona regiões que se sobressaem pela união de boa gastronomia, vida noturna ativa, comércio local diversificado, alta qualidade de vida e forte senso de comunidade. A seleção é baseada nas sugestões da equipe editorial da Time Out, que monitora de perto as dinâmicas urbanas de suas cidades.

No ranking de 2025, o representante brasileiro escolhido foi a Barra Funda, que obteve o terceiro lugar. Em relação aos bairros selecionados para 2026, Laranjeiras foi caracterizado pela Time Out como um dos locais mais charmosos e culturais do Rio.

O bairro da Zona Sul possui diversas identidades históricas. Seu nome remonta ao período em que a área era coberta por vastos pomares de laranjeiras junto ao Rio Carioca. Posteriormente, tornou-se moradia de famílias aristocráticas, deixando como herança casarões e atrações como o Parque Guinle, que é circundado por belíssimos edifícios modernistas.

Após esse período, a região desenvolveu um perfil industrial focado na produção têxtil. Atualmente, o que atrai atenção é a coexistência dessas distintas fases: há ruas arborizadas, edificações antigas, estabelecimentos de bar integrados à rotina local, áreas verdes e uma agenda cultural que recebeu novos pontos nos últimos anos.

Para quem busca mais áreas verdes, o Parque Guinle serve como um refúgio dentro do bairro. Esta área foi antiga residência de Eduardo Guinle e atualmente abriga o Palácio Laranjeiras e um complexo residencial. O projeto do palácio está ligado à arquitetura moderna de Lúcio Costa, e seus jardins foram reformados por Burle Marx.

Na área central de São Paulo, a República ocupa a 25º lugar entre os bairros mais modernos globalmente. A escolha da Time Out deve-se à fusão de elementos definidores da região, onde arranha-céus e construções centenárias convivem com restaurantes, galerias, espaços culturais e bares que deram novas funções a locais já conhecidos da cidade.

Um exemplo notável é o Edifício Copan, um grande complexo residencial concebido por Oscar Niemeyer, que se tornou um ícone da paisagem paulistana. No térreo, a arquitetura modernista compartilha espaço com cafeterias, restaurantes, livrarias e galerias. Destaques apontados pela Time Out incluem o Bar da Dona Onça, a livraria Megafauna e a galeria Pivô.

A cena gastronômica se estende pelas vias do bairro, com locais como A Casa do Porco, de Jefferson Rueda, também elogiado pela Time Out. No Edifício Itália, outro marco da área, existe uma área de refeições no terraço com vista panorâmica para a cidade.

A dimensão cultural se manifesta em diversos pontos da República, desde o centenário Theatro Municipal até a Biblioteca Mário de Andrade. Outro ponto emblemático é a Galeria do Rock, aberta em 1963, conhecida por suas lojas voltadas à música, moda e diversas expressões da cultura urbana.

No núcleo do bairro, a Praça da República concentra parte da vida diária. Sendo uma das poucas zonas verdes do centro, ela sedia a tradicional Feira da República aos sábados e domingos, evento realizado desde 1956, oferecendo artesanato e comidas. A praça também está próxima a locais que narram a história da região, como o Cine Marabá, inaugurado em 1944.

Ao cair da noite, o Bar dos Arcos ocupa o subsolo do Theatro Municipal, que fica em frente ao Formosa Hi-Fi, enquanto o Cordial é citado como um dos bares que animam a região.

No topo da lista de 2026, Jongno 3-ga, em Seul, Coreia do Sul, liderou o pódio. O bairro ganhou um novo dinamismo noturno com os pochas, barracas de comida que começaram a atrair jovens para suas ruas no final da tarde. Paralelamente, a rua Seosulla-gil concentra lojas de joias artesanais e bares em uma área mais calma.

Em segundo lugar, encontra-se L’Ocean District, em Rabat, Marrocos. Essa zona costeira une um hotel Four Seasons a um comércio independente. Com um calçadão margeado por palmeiras, praias, cafés, arte de rua e centros culturais, o bairro está passando por uma revitalização que fortalece sua identidade criativa e seu papel como ponto de encontro.

Neos Kosmos

Neos Kosmos, em Atenas, Grécia, completou o pódio. A Time Out descreve este bairro como uma das áreas mais vivas da cidade, repleta de tabernas tradicionais e novos restaurantes de interesse.

Brasil institui política nacional para fomentar a exploração de minerais críticos para tecnologia e veículos elétricos
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Brasil institui política nacional para fomentar a exploração de minerais críticos para tecnologia e veículos elétricos

O Brasil implementou uma política nacional dedicada a impulsionar a investigação, a extração, o beneficiamento e a transformação de minerais considerados críticos e estratégicos. Esta iniciativa foi oficializada nesta quarta-feira, dia 16, e contempla um montante de até R$ 7 bilhões em incentivos para empreendimentos ligados a este setor.

A nova legislação visa criar estruturas que permitam expandir a capacidade do país de identificar suas reservas e processar esses materiais internamente, além de instituir ferramentas de financiamento, inovação e pesquisa.

Aumento de recursos para o Serviço Geológico do Brasil

Um impacto imediato desta medida será o incremento dos fundos alocados ao Serviço Geológico do Brasil (SGB). Conforme declarado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o orçamento dedicado à pesquisa sobre o solo será elevado de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões. O objetivo é intensificar o levantamento das riquezas minerais presentes no território brasileiro.

Esta ação se torna relevante visto que uma porção considerável do território nacional ainda carece de mapeamento. Dados da Agência Brasil indicam que apenas cerca de 25% do território brasileiro foi mapeado para este tipo de levantamento. O país detém aproximadamente 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, representando a segunda maior quantidade mapeada globalmente, ficando atrás da China, que possui cerca de 44 milhões de toneladas.

Criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM)

A política estabelece a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). A União contribuirá inicialmente com R$ 2 bilhões, podendo o patrimônio total do fundo atingir R$ 5 bilhões. Esses recursos servirão para prover garantias a projetos prioritários focados na produção de minerais estratégicos e críticos.

Adicionalmente, há previsão de um programa federal para o beneficiamento e transformação desses minerais, oferecendo R$ 5 bilhões em créditos fiscais no período compreendido entre 2030 e 2034. Este benefício pode cobrir até 20% dos custos dos projetos selecionados.

Dessa forma, os R$ 7 bilhões totais associados à nova política são compostos pelos R$ 5 bilhões em créditos fiscais e pelos até R$ 2 bilhões de contribuição da União para o fundo garantidor, embora cada valor tenha propósitos distintos dentro da política.

A legislação também determina que as empresas envolvidas em pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos devem destinar parte de sua receita tanto ao fundo quanto às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Nos primeiros seis anos, 0,2% da receita operacional bruta deve ser destinada ao fundo garantidor, e 0,3% a projetos de P&D&I. Após esse prazo inicial, o percentual destinado a projetos de pesquisa pode subir para 0,5%.

A pesquisa e prospecção mineral também foram incluídas entre os projetos elegíveis para emissão de debêntures incentivadas, o que amplia as oportunidades de captação de capital privado para as atividades do setor.

Estrutura de Governança e Mecanismos de Apoio

A nova lei também institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão encarregado de coordenar, planejar e monitorar a política nacional. Entre suas responsabilidades está a sugestão de políticas e ações governamentais para desenvolver as cadeias produtivas ligadas aos minerais críticos e estratégicos. A primeira reunião deste colegiado deve ocorrer aproximadamente dez dias após sua constituição, segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Outro instrumento previsto é a criação de um cadastro nacional de projetos. Conforme o texto aprovado pelo Congresso, os benefícios da política só poderão ser acessados por projetos devidamente cadastrados e autorizados pelo conselho. Este sistema deverá consolidar dados de esferas federais, estaduais, municipais e distritais envolvidas na atividade mineral.

A legislação também introduz o Certificado Mineral de Baixo Carbono, que é opcional, e determina que áreas com potencial para minerais críticos e estratégicos devem receber prioridade nos leilões conduzidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Além de auxiliar na descoberta de novas reservas, o levantamento geológico é crucial para determinar quais recursos estão disponíveis e onde eles podem ser explorados. Silveira ressaltou que o aumento do financiamento ao SGB possibilitará um conhecimento mais profundo sobre o subsolo brasileiro, visto que a área ainda não mapeada sugere a possibilidade de descobertas de recursos desconhecidos.

A política também visa fazer com que o Brasil evolua para além da mera extração. A legislação oferece incentivos para que o beneficiamento e a transformação dos minerais ocorram no próprio território nacional, etapas que permitem incorporar tecnologia e agregar maior valor à cadeia produtiva.

Com esta nova política, o governo adquire meios específicos para financiar a pesquisa mineral, dar suporte a projetos de produção e processamento, e estimular investimentos em tecnologia relacionados a minerais vitais para setores como eletrônicos, automóveis, energia e defesa.

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