A TV 3.0 está destinada a modificar a maneira como a televisão aberta interage com a internet. Além de aprimoramentos na qualidade de áudio e imagem, este novo padrão brasileiro, denominado DTV+, integra a transmissão convencional com uma camada conectada. Essa camada permite a oferta de recursos interativos, conteúdos complementares, aplicações e novas oportunidades publicitárias.
Essa fusão traz consigo um desafio significativo: visto que parte da vivência televisiva passa a depender da internet, torna-se crucial gerenciar os dados. É neste contexto que entram em cena as redes de distribuição de conteúdo, como a Simba CDN.
A distinção fundamental do DTV+ reside na união de dois métodos de distribuição. Isso possibilita que o espectador acompanhe a programação usual enquanto simultaneamente acessa informações extras pela rede. Tal modalidade abre caminho para conteúdos sob demanda, estatísticas em tempo real, interações dinâmicas, publicidade mais segmentada e outros serviços ligados à grade de programação.
O modo como o público assiste à televisão difere das aplicações web tradicionais. Um programa com alta audiência pode gerar um volume imenso de acessos aos mesmos recursos em um período muito breve. Se todas essas solicitações forem enviadas a um único servidor, a sobrecarga de tráfego pode prejudicar a entrega do conteúdo. Uma Content Delivery Network (CDN) atua distribuindo essa demanda por diversos pontos da rede.
Para operar um sistema dessa natureza, não é suficiente apenas distribuir arquivos; a infraestrutura deve ser capaz de acompanhar a dinâmica de uma audiência televisiva. Carlos Alkimim, Diretor Comercial e de Novos Negócios da Simba CDN, ressalta que “A TV 3.0 aproxima definitivamente os universos de broadcast e internet. À medida que novas experiências passam a ser entregues também por IP, precisamos pensar em uma infraestrutura capaz de atender uma audiência com a escala da televisão. É nesse ponto que a CDN passa a ter um papel cada vez mais estratégico”.
A integração com a internet também expande as possibilidades em torno da programação. Observa-se até uma mudança na própria cadeia audiovisual, onde conteúdo, processamento, distribuição, aplicações e audiência passam a compor um fluxo mais coeso, conferindo maior relevância à camada digital.
Estar fisicamente perto dos usuários diminui a distância entre o conteúdo e quem o consome. Para isso, a Simba CDN mantém pontos de presença espalhados por todo o Brasil. A empresa consolidou seu crescimento dentro do ecossistema audiovisual da Simba Content, uma joint venture formada por Record, RedeTV! e SBT, o que assegura uma experiência superior para uma infraestrutura de distribuição apta a suprir as novas exigências do setor audiovisual.
Carlos Alkimim acrescenta que “A experiência que temos com grandes operações de vídeo, somada a uma rede distribuída no Brasil e à possibilidade de integração com diferentes tecnologias da cadeia audiovisual, nos coloca em uma posição muito interessante para contribuir com essa transformação”.
A TV 3.0 transcendeu o status de mero conceito teórico. Durante a SET EXPO 2026, a Simba CDN participou de uma demonstração integrada de entrega de DTV+ via internet. Este teste foi dividido em duas fases. É importante notar que a TV 3.0 não converte a televisão aberta em streaming nem elimina a transmissão por antena, mas sim viabiliza a combinação desses dois formatos. Com sua presença distribuída no Brasil e experiência comprovada em operações de vídeo, a Simba CDN se posiciona para auxiliar nesta transição rumo à televisão conectada.



