A nova versão do BYD Dolphin Mini eliminará o painel de instrumentos localizado atrás do volante. Essa alteração foi confirmada através de esboços oficiais do interior, divulgados na quinta-feira (24) por Zhang Zhuo, diretor-geral de vendas da linha Ocean da BYD. A confirmação veio após o veículo aparecer em documentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) e em registros fotográficos.
Com essa mudança, dados cruciais como a velocidade, a autonomia e o hodômetro serão exibidos diretamente na central multimídia. Esta tela será projetada para ser maior e mais proeminente no topo do painel. Embora a BYD ainda não tenha divulgado o tamanho exato da nova tela, que atualmente é de 10,1 polegadas, nem detalhado como os alertas e outros dados de condução serão apresentados na versão final, a ausência do quadro já havia sido observada em um flagra recente do protótipo.
Outra modificação significativa é o descontinuamento da função giratória; a central multimídia passará a ter uma posição fixa, alinhando-se à tendência adotada nos lançamentos mais recentes da montadora. A remoção da tela frontal ao motorista resultou em um painel superior mais plano. No entanto, os porta-copos e o carregador de celular por indução permanecerão localizados na parte inferior do console.
O console também foi redesenhado para apresentar dois níveis e incorporar menos botões físicos, que agora estão agrupados em uma fileira horizontal sob as saídas de ar centrais. Além disso, a alavanca de câmbio foi realocada para uma haste na coluna de direção, posicionada atrás do volante de dois raios.
De acordo com o MIIT, o novo Dolphin Mini possui dimensões de 4,21 metros de comprimento, 1,81 metros de largura, 1,57 metros de altura e 2,65 metros de entre-eixos, apresentando uma distância entre eixos quase idêntica à do Volkswagen T-Cross. Em comparação, o modelo atual mede 3,78 metros de comprimento, 1,72 metros de largura, 1,58 metros de altura e 2,50 metros de entre-eixos. O registro chinês prevê capacidade para cinco passageiros.
O aspecto visual também recebeu atualizações. A nova geração preserva a identidade básica do modelo, mas com linhas mais contemporâneas. Na frente, o para-choque ganhou recortes mais definidos, e os faróis foram ampliados e alongados. Lateralmente, a carroceria mantém a linha de cintura ascendente e os vincos inferiores nas portas. A principal inovação estética reside na coluna C, que foi redesenhada e recebeu um aplique plástico maior.
No quesito mecânico, o motor elétrico foi atualizado de 75 cv para 129 cv, superando inclusive o desempenho do Dolphin GS, que possui 95 cv. A velocidade máxima homologada aumentou de 130 km/h para 150 km/h. A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) estará disponível em duas capacidades: 30 kWh e 39,2 kWh. A opção menor permite percorrer 320 km, enquanto a maior alcança 420 km, ambos os valores calculados no ciclo chinês CLTC, considerado mais otimista que o padrão do Inmetro no Brasil.
Conhecido informalmente como «Great Seagull» na China, o novo modelo deve conviver com a versão atual do Dolphin Mini. A BYD planeja manter ambas as gerações disponíveis para venda, sendo ambas posicionadas abaixo do Dolphin GS.
