China confirma extensão da trégua comercial com os EUA até 2027 após visita de Xi Jinping
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China confirma extensão da trégua comercial com os EUA até 2027 após visita de Xi Jinping

O Ministério do Comércio chinês divulgou detalhes sobre a renovação do chamado «acordo conjunto», estabelecido em Kuala Lumpur em outubro de 2025. Esta prorrogação estende a suspensão de certas medidas, tanto pautais quanto não pautais, que foram implementadas durante a disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais.

A decisão foi anunciada após a recente visita de Estado do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos. O acordo original havia sido válido até novembro do ano corrente, e a confirmação veio após o encontro entre Xi Jinping e seu homólogo norte-americano, Donald Trump, realizado na cidade sul-coreana de Busan.

Embora Pequim tenha evitado confirmar explicitamente a extensão anunciada pelo Secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, o Ministério das Relações Exteriores chinês apenas mencionou que as equipes econômicas haviam chegado a um novo «acordo conjunto» após a cimeira presidencial.

O Ministério do Comércio informou que ambas as nações manterão as negociações durante este período de prorrogação, com o objetivo de chegar a uma «solução acordada». Segundo o ministério, este pacto oferece espaço para que ambos os lados revisem e avaliem a aplicação do combinado, além de considerarem formas de impulsionar as relações comerciais e econômicas entre China e Estados Unidos.

Além disso, o ministério detalhou outros resultados obtidos na oitava rodada de consultas econômicas e comerciais, que ocorreu entre 20 e 23 de setembro em Nova Iorque e Washington, antes da reunião entre Xi e Trump. Entre esses pontos, destaca-se um plano de redução mútua de tarifas alfandegárias para produtos avaliados em cerca de 30 bilhões de dólares (equivalente a mais de 26 bilhões de euros) por cada país.

Neste esquema, aproximadamente 90% dos itens envolvidos terão suas tarifas diminuídas para os patamares de «nação mais favorecida», assim que os processos legais internos forem finalizados. Os dois países também concordaram em instituir um Conselho de Comércio bilateral, cuja primeira função será tratar desse pacote tarifário, e um Conselho de Investimento focado em oportunidades e entraves empresariais.

O Conselho de Comércio incluirá um grupo de trabalho dedicado ao setor agrícola, e o carvão americano será incorporado ao regime de diminuição de direitos aduaneiros. Pequim vê isso como um fator que simplificará suas importações dessa matéria-prima durante os anos de 2027 e 2028.

No campo da inteligência artificial, a China confirmou que o vice-primeiro-ministro He Lifeng e Scott Bessent irão conduzir um diálogo específico. A primeira sessão desse diálogo já aconteceu, e as partes definirão um canal de comunicação para lidar com «incidentes» relacionados à tecnologia antes de um novo encontro previsto para o final de novembro.

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Os Estados Unidos anunciaram a prorrogação da distensão econômica com a China até 10 de janeiro. O secretário Scott Bessent confirmou esta decisão em entrevista à Fox News, declarando que a extensão visa conceder mais tempo para avaliar as possibilidades no plano econômico, visto que o acordo original terminaria em 10 de novembro.

Este anúncio ocorreu após uma reunião realizada em Washington entre Scott Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Bessent mencionou no X que mantiveram discussões importantes sobre a relação econômica entre os EUA e a China.

As conversas, segundo ele, permaneceram concentradas em assegurar compromissos relevantes que beneficiem trabalhadores, agricultores e empresas americanas, ao mesmo tempo em que promovem os interesses de segurança nacional e econômicos do país.

Xi Jinping chegou a Washington para sua primeira visita aos Estados Unidos em mais de dez anos. Em um gesto incomum para um presidente americano, Trump foi pessoalmente à pista da Base Aérea Andrews, nas proximidades de Washington, para receber seu homólogo, em vez de aguardar a chegada do convidado na Casa Branca durante sua primeira visita de Estado à capital.

Em um esforço para honrar o líder chinês, o Presidente americano e a Primeira-Dama, Melania Trump, participaram da cerimônia de recepção de Xi e de sua esposa, Peng Liyuan. Esta visita de três dias está programada para ser bastante cerimoniosa, mesmo pelos padrões da Casa Branca.

A visita de Estado, que inclui um jantar oficial na Casa Branca na quinta-feira, busca espelhar a pompa cerimonial que ocorreu durante a visita de Trump à China em maio.

Essa ostentação ocorre em um período de alta tensão entre os dois rivais geopolíticos, impulsionada por temas como comércio, inteligência artificial, o confronto de Trump com o Irã e as aspirações chinesas relativas a Taiwan.

Além de buscar manter a «estabilidade estratégica» entre as nações, Trump tem elogiado Xi, referindo-o como um «grande líder» e descrevendo o relacionamento como caloroso, tratando-o de amigo. Contudo, ele evita confrontar o presidente chinês em assuntos delicados, apesar das pressões internas de seu próprio partido.

O senador republicano Roger Wicker, presidente da Comissão de Serviços Armados do Senado, criticou a «recepção suntuosa» dada a Xi, levantando dúvidas sobre «os objetivos da enorme expansão militar da China ou o claro apoio chinês ao Irã». Wicker defendeu em um discurso no Senado, na terça-feira, que Trump não deveria ter convidado o líder chinês, «dadas todas as questões preocupantes que temos em relação ao Presidente Xi e ao Partido Comunista Chinês».

Por outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, argumentou que Washington e Pequim necessitam de interagir nos mais altos escalões, dado que são «as duas maiores economias do mundo» e «provavelmente as duas maiores potências militares do planeta». Rubio afirmou aos jornalistas em Nova Iorque que «a ideia de não interagirmos com eles aos mais altos níveis é irresponsável. É um disparate. Temos de o fazer».

A recepção de Xi no aeroporto será seguida, na quinta-feira, por outras formalidades, incluindo a chegada à Casa Branca e uma inspeção às tropas. Espera-se que os dois líderes discutam em particular questões como comércio e inteligência artificial (IA) antes de um jantar de gala, que contará com a presença de figuras do setor de tecnologia, como Jensen Huang (Nvidia) e Elon Musk (SpaceX).

Na sexta-feira, Xi e Peng retornarão à Casa Branca para um chá com o casal Trump, antes de serem acompanhados a uma visita aos Arquivos Nacionais em Washington. A Casa Branca comunicou que eles analisarão documentos históricos que evidenciam a relação entre os dois países.

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