A primeira geração do Nissan Versa estabeleceu-se no mercado brasileiro como um sedã pragmático, ideal para quem busca um veículo econômico, prático e de fácil manutenção.
Apesar de não apresentar grandes inovações no design ou nos acabamentos, o modelo conseguiu oferecer um espaço comparável ao de veículos médios, mesmo competindo na categoria de compactos. Essa característica atraiu tanto motoristas urbanos quanto aqueles que utilizam o carro para fins profissionais. Ao longo de sua história, o Versa consolidou-se como uma opção urbana eficiente, confortável para viagens e notável por sua robustez mecânica.
Este artigo detalha dez aspectos específicos do Nissan Versa ano 2018. O Versa chegou ao Brasil em 2011, sendo importado do México e equipado unicamente com o motor 1.6 de 111 cv. Construído sobre a plataforma V, a mesma utilizada pelo March, o sedã visava o segmento de compactos mais amplos, onde já competiam modelos como o Renault Logan e o Chevrolet Cobalt.
A produção nacional começou em 2015, quando o Versa passou a ser fabricado na nova unidade da Nissan localizada em Resende, no Rio de Janeiro. Nesta fase, o sedã brasileiro recebeu melhorias sutis no acabamento.
A linha 2017 introduziu o motor 1.0 de três cilindros, que se destaca pelo baixo consumo. Neste mesmo período, o veículo também ganhou a transmissão automática, adotando o câmbio CVT.
Com a chegada da segunda geração, importada do México a partir de 2020, o Versa original foi renomeado para V-Drive. Contudo, essa nomenclatura não perdurou muito tempo. Devido à pandemia e à chegada da nova geração, o Versa passou a ser chamado de V-Drive em 2020, seguindo o padrão de outros mercados, como o mexicano.
No Brasil, o V-Drive foi lançado em quatro versões, oferecendo motores 1.0 e 1.6, com opções de câmbio manual ou CVT. Para manter a competitividade de preços, alguns equipamentos foram retirados das versões. As configurações mais básicas vinham apenas com ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, vidros e travas elétricas, volante com ajuste de altura e rodas de aço aro 15. O sistema de som foi suprimido, restando apenas a preparação básica. A cobertura interna do porta-malas estava disponível somente nas versões 1.6.
A fabricação desta primeira geração do Nissan Versa, incluindo a versão V-Drive, foi finalizada em outubro de 2021.
Desde o início, o motor 1.6 16V esteve presente no Versa, entregando 111 cv e 15,1 kgfm a 4.000 rpm. Este conjunto propicia um desempenho adequado para o cotidiano, com acelerações satisfatórias, retomadas apropriadas e bom comportamento em velocidades de cruzeiro.
A inclusão do câmbio CVT em 2017 adicionou maior conforto. No entanto, seu funcionamento é característico das transmissões continuamente variáveis, apresentando rotações elevadas, uma sensação de deslizamento e ausência de trancos perceptíveis. Não há simulação de marchas, e o botão Sport, discretamente posicionado na base da alavanca, apenas confere a impressão de alongamento das marchas.
Já o motor 1.0 de três cilindros, derivado do europeu HR12, surgiu na era do downsizing. Com 77 cv e 10 kgfm, ele surpreende pela sua disposição, especialmente auxiliado pelas relações curtas do câmbio manual. Apesar de apresentar dificuldades em subidas e retomadas — como é comum em motores 1.0 aspirados —, ele demonstra baixa vibração e um consumo bem controlado.
O sedã sempre se distinguiu pela sua eficiência. De acordo com a tabela PBEV/Inmetro de 2018, as médias de consumo eram as seguintes:
O espaço interno amplo foi um ponto forte do Versa, facilitado pelos 2,60 m de entre-eixos. Tanto o motorista quanto o passageiro desfrutam de bom espaço para pernas e ombros, embora os assentos sejam relativamente estreitos. No banco traseiro, dois adultos e uma criança conseguem viajar confortavelmente. O porta-malas, com capacidade de 460 litros, também é um diferencial, permitindo o transporte fácil de bagagens volumosas.
O Nissan Versa 2018 já era um modelo de produção nacional. Embora o acabamento tenha evoluído, o plástico rígido continua sendo o material predominante, assim como o design considerado simples.
O volante, herdado do Sentra, possui um miolo grande, mas oferece uma boa pegada. A direção assistida eletricamente é leve e eficaz em manobras, embora pudesse apresentar maior progressividade em velocidades mais altas. A localização do Nissan Versa resultou em algumas perdas, como a eliminação do encosto bipartido do banco traseiro. Além disso, a suspensão, já presente no modelo mexicano, não sofreu melhorias significativas na versão brasileira.
Para quem busca uma opção equilibrada no mercado de seminovos, o Versa SL 1.6 CVT 2018 é recomendado, pois era a versão topo de linha na época. Em termos de segurança, ele cumpre o mínimo legal: airbags frontais e ABS, além de Isofix e câmera de ré. Quanto ao conforto, ele inclui ar-condicionado automático, direção elétrica, trio elétrico, bancos estofados em couro, ajustes de altura para volante e banco do motorista. Externamente, conta com rodas de liga leve de 16 polegadas e faróis de neblina. A central multimídia possui tela de 6,7 polegadas, com GPS integrado, entrada USB, leitores de DVD e CD, e conectividade Bluetooth.
O Nissan Versa SL 1.6 CVT 2018 possuía os seguintes preços médios no mercado, conforme dados da KBB Brasil (setembro/2026). Em 2020, antes de se tornar V-Drive, o Versa recebeu a série limitada Special Edition, com uma tiragem de 550 unidades. Esta edição era baseada na versão S e incluía motor 1.6, câmbio CVT, ar-condicionado, comandos no volante, computador de bordo, chave com controle remoto e central multimídia, utilizando rodas de aço aro 15.
A Nissan sempre manteve custos de revisão competitivos, e o Versa é conhecido por sua manutenção descomplicada e peças acessíveis. É possível consultar os preços médios de peças do Nissan Versa 2018 com motor 1.6 e caixa CVT.

