Francisco Carvalho afirma que crise climática é questão de justiça e exige ação imediata
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Francisco Carvalho afirma que crise climática é questão de justiça e exige ação imediata

Francisco Carvalho, em seu primeiro discurso no debate geral da assembleia como primeiro-ministro, abordou a crise climática sob a ótica da justiça. Ele declarou que aqueles que menos contribuem para a crise não podem suportar suas consequências mais severas, ressaltando que o conhecimento científico deve ser transformado em decisões e ações concretas.

A fala ocorreu após o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) vencer as eleições legislativas de 17 de maio. A intervenção veio um dia depois de a tempestade tropical Gonzalo causar inundações, interrupções de energia e queda de árvores em diversas ilhas do arquipélago.

Carvalho alertou que a crise climática já está presente, manifestando-se através da seca, da acidificação dos oceanos e do aumento do nível da água. Ele mencionou os danos ocorridos em Santa Maria, onde a água do mar invadiu avenidas próximas a hotéis, fazendo alusão aos prejuízos na ilha do Sal, principal destino turístico do país.

Além de lançar o desafio de um pacto climático global, Cabo Verde buscará impulsionar discussões nas Nações Unidas. O primeiro-ministro enfatizou que, para uma nação insular, a preservação do oceano transcende a política ambiental, sendo fundamental para proteger o território, a economia e o futuro.

Cabo Verde assumirá a presidência da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) em 2027 e planeja implementar uma pauta focada em um financiamento mais equitativo para as medidas de combate às mudanças climáticas, paralelamente ao fortalecimento da defesa dos oceanos.

O arquipélago é caracterizado por ser árido, mas também propenso a chuvas intensas e tempestades súbitas. Em agosto de 2025, a tempestade Erin resultou na morte de nove pessoas na ilha de São Vicente, e em novembro, chuvas fortes causaram uma fatalidade na ilha de Santiago.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas, o ano de 2025 foi o segundo ou terceiro mais quente registrado, sendo que o aquecimento dos oceanos tem intensificado as tempestades e agravado a elevação do nível do mar.

Durante seu discurso em Nova Iorque, Francisco Carvalho defendeu a primazia do direito internacional sobre a força, apoiou o multilateralismo, propôs reformas nas Nações Unidas para aumentar sua eficácia e pleiteou maior representatividade africana no Conselho de Segurança.

O primeiro-ministro cabo-verdiano relembrou uma frase de Amílcar Cabral, precursor das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, sugerindo a importância de «aprender sempre». Ele defendeu o papel central da educação, argumentando que oferecer oportunidades aos jovens é uma forma de «proteger o planeta» e «promover a paz».

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Wang fez declarações durante uma conversa telefônica realizada na segunda-feira com Wadephul, na qual foram discutidos os laços bilaterais, o cenário internacional e as tensões comerciais existentes entre a China e a União Europeia.

Segundo o comunicado chinês, Wang enfatizou que a China e a Alemanha, sendo ambas potências econômicas e parceiras estratégicas amplas, precisam fortalecer a comunicação estratégica, aumentar a confiança mútua e intensificar a colaboração prática diante dos efeitos do unilateralismo e da desglobalização.

O líder da diplomacia chinesa defendeu que ambos os países devem emitir um sinal positivo em apoio conjunto ao multilateralismo e ao livre comércio, além de contribuir para solidificar a credibilidade da comunidade internacional nas relações entre Pequim e Bruxelas.

Wang expressou o desejo de que a Alemanha adote uma postura racional e pragmática, assumindo um papel construtivo dentro da UE e incentivando o bloco a defender o comércio livre.

O ministro também ressaltou que a China e a UE são consideradas "parceiros estratégicos abrangentes" e alertou que as duas partes não devem iniciar uma guerra comercial, especialmente considerando o aumento da rigidez europeia em relação ao déficit comercial, ao excedente de capacidade industrial chinesa e ao acesso das empresas europeias ao mercado chinês.

Por sua vez, a versão chinesa indica que Wadephul declarou que a Alemanha preserva a intenção de aprimorar os encontros de alto nível com a China, aprofundar a parceria em comércio e investimento, e elevar o patamar dos laços bilaterais.

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