Congresso debate regulamentação sobre venda de gasolina pura enquanto fabricantes lançam modelos modificados
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Congresso debate regulamentação sobre venda de gasolina pura enquanto fabricantes lançam modelos modificados

Enquanto o Governo Federal implementa testes para elevar o teor de etanol na gasolina de 32% para 35%, o Congresso Nacional segue debatendo propostas para possibilitar a comercialização de E10 e até gasolina pura para veículos que não foram concebidos para operar com as atuais misturas E25 e E32.

Essa discussão ocorre após a própria Câmara aprovar, por ampla maioria (429 votos a favor, 19 contra e três abstenções), a Lei 14.993/2024, conhecida como “Combustível do Futuro”. Esta lei estabeleceu a base legal para aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina até 35% e expandir o uso de outros biocombustíveis.

O E32 foi introduzido nas bombas em agosto, inicialmente por 180 dias e sem oposição do Congresso. Antes de se avaliarem os impactos de longo prazo da mistura no parque veicular, o Ministério de Minas e Energia já avançou em direção ao E35, que é o limite estipulado pela Lei do Combustível do Futuro.

Debate no Congresso sobre a venda de gasolina pura

Atualmente, o Congresso analisa três projetos que buscam oferecer alternativas para aqueles que não desejam ou não podem utilizar concentrações superiores a E20, que é o padrão para carros importados. O primeiro é o PL 4783/2026, proposto pelo deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO), que visa modificar a lei original para garantir a disponibilidade de gasolina com 0% de etanol nos postos. Este projeto foi apresentado em julho e aguarda parecer na Câmara.

A segunda iniciativa é a Ideia Legislativa 227319, transformada na Sugestão Legislativa 30/2026, que obteve mais de 20.000 apoios no portal e-Cidadania do Senado. Ela propõe assegurar a venda opcional e adicional de E10 e E0 em todo o país, sem alterar a gasolina de mistura obrigatória. A justificativa para isso inclui veículos importados, clássicos, motocicletas, geradores, máquinas agrícolas e carros de competição. Atualmente, a sugestão tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, sob a relatoria do senador Laércio Oliveira.

Por fim, o PLP 249/2026, de autoria do deputado Messias Donato (União-ES), segue um caminho distinto. Ele não estabelece uma E0 nacional nem obriga sua oferta, mas permite que cada estado e o Distrito Federal decida se autoriza a venda de E0 e E10 em seu território. Mesmo quando autorizado, a decisão de oferecer esses combustíveis caberia a cada posto. A gasolina C com a mistura nacional obrigatória continuaria sendo vendida normalmente, e a ANP manteria a responsabilidade pelas especificações e padrões de qualidade.

A solução parece ser simples: quem possui carro flex abastece com E32 ou, futuramente, E35, e quem tem um veículo antigo, importado ou motor incompatível utiliza E10 ou E0. No entanto, a implementação é complexa. A gasolina-base utilizada para produzir E32 não pode simplesmente ter menos etanol para se tornar E10, visto que o álcool influencia diretamente a octanagem; uma E10 brasileira exigiria uma gasolina-base distinta, com maior teor de componentes de alta octanagem. Seria necessário também produzir, distribuir, armazenar e vender esse combustível separadamente, o que implicaria em demanda baixa e provável custo elevado.

A E0 agrava a situação, pois teria que atingir toda a especificação de octanagem sem o auxílio antidetonante do etanol. Adicionalmente, o sistema de homologação brasileiro utiliza gasolina de referência com 22% de etanol. Relatos recentes de escassez de gasolina Podium em diversas regiões do país sugerem dificuldades logísticas. No Mato Grosso do Sul, o sindicato dos revendedores apontou forte aumento na procura por gasolina premium, sem que a oferta acompanhasse. Similarmente, no ABC Paulista, há registros de atrasos e reduções nas entregas. Como a Podium já é um combustível especial, de menor volume, com produção e distribuição próprias, sua dificuldade em suprir um aumento súbito de demanda evidencia a inviabilidade da diversificação de misturas diante do cenário legislativo atual.

Fabricante italiana aplica design retrô ao BMW M2

A fusão entre um carro clássico e elementos modernos pode gerar resultados variados, indo do interessante ao excessivamente chamativo. O inverso, modernizar um veículo com traços clássicos, é uma abordagem mais segura, prática comum em fabricantes há quase três décadas. Uma firma italiana, a Riverti Automobili, está tentando essa abordagem ao aplicar um tratamento retrô no BMW M2.

O projeto foi exibido pela primeira vez na Itália, durante o evento Tutto Bene Hillclimb. As imagens do protótipo camuflado em ação na subida de montanha são promissoras, pois o M2 da Riverti parece harmonizar as linhas dos BMW antigos, como a dianteira que remete ao BMW M3 E30 e ao Série 6 da mesma época, caracterizado por quatro faróis circulares e uma pequena grade centralizada em duplo aro, além de uma silhueta inspirada no 3.0 CSL. A carroceria recebeu alargamento, entradas de ar próximas às portas e nos para-lamas traseiros, e uma asa que é notável, mas não exagerada. As rodas parecem ser uma releitura das clássicas BBS raiadas.

Embora a Riverti não tenha confirmado alterações no motor, seria um desperdício investir em uma carroceria nova mantendo o motor original de seis cilindros biturbo 3.0, que gera 480 cv e 61,2 kgfm de torque. Contudo, para quem já realizou modificações no veículo, ajustes para alcançar cerca de 530 cv do BMW M2 CS devem ser acessíveis.

Land Rover oferece upgrade de motor V8 para Defender clássico

Proprietários do Land Rover Defender clássico (modelo descontinuado em 2016) podem agora atualizar seus veículos. A Land Rover anunciou que a divisão Classic Works aceitará a conversão do Defender, incluindo o acoplamento de um motor V8 e outras melhorias.

O motor V8 em questão é o conhecido 5.0, que produz 410 cv e 52,5 kgfm de torque, sem ser sobrealimentado ou híbrido. Embora existam motores V8 mais modernos e eficientes, esta opção mantém a tradição. A escolha pelo robusto câmbio automático de oito marchas da ZF, em vez de uma transmissão manual, é considerada uma decisão prudente, dada a capacidade desse câmbio de suportar motores mais potentes e com alto torque.

A transformação também engloba amortecedores Bilstein com molas Eibach e freios a disco nas quatro rodas fornecidos pela Alcon. Customizações na pintura e no interior estão disponíveis mediante custo adicional. Contudo, nem todos os Defenders clássicos são elegíveis para este novo conjunto motriz. Segundo a Land Rover, apenas os modelos 90 e 110 fabricados entre 2012 e 2016, equipados com o motor Puma (Ford Duratorq de 2,2 litros), podem receber o V8. Originalmente, este motor produzia 122 cv e 36,7 kgfm de torque, significando que a substituição pelo V8 mais que triplica a potência e quase dobra o torque.

Para os veículos fabricados entre 2007 e 2011, a Land Rover oferece apenas upgrades de chassi, mas não a troca do motor. A empresa não divulgou o custo, mas detalha as opções: o cliente pode encomendar os componentes e realizar a instalação por conta própria, ou enviar o veículo aos centros da Classic Works na Alemanha e na Inglaterra, dependendo da viabilidade do processo e da localização do veículo.

Honda Bros 2027 recebe novos equipamentos

A Honda lançou a linha 2027 da NXR 160 Bros, sua motocicleta de entrada no segmento trail. O modelo recebeu novas opções de cores e um conjunto de acessórios considerados benéficos, embora não sejam revolucionários.

A versão Bros CBS 2027, a mais econômica com freios de atuação combinada, agora está disponível na cor preta. Já a versão ABS ganhou a tonalidade verde “Explorer Green”, além de continuar disponível nas cores vermelha “Fighting Red”. Ambas as variantes foram equipadas com piscas em LED, pisca-alerta, luzes de posição dianteiras e lampejador de farol. Somente a versão ABS inclui um sinalizador de frenagem de emergência, que aciona automaticamente as setas para avisar os motoristas que vêm atrás.

A mecânica permaneceu inalterada: o monocilíndrico flex de 162,7cc refrigerado mantém as mesmas especificações. Ele gera 14,3 cv com etanol e 14,2 cv com gasolina, e o torque máximo de 1,47 kgfm é constante independentemente do combustível. O pacote inclui suspensão com 180 mm de curso na frente e 150 mm atrás, pneus Pirelli MT60 (90/90-19 na frente e 110/90-17 atrás) e freios a disco nas duas rodas. Os preços são R$ 22.830 para a versão CBS e R$ 23.970 para a variante ABS.

CNHs vencidas até dezembro ganham prazo extra para renovação

O Contran estendeu automaticamente a validade das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) que expiraram ou expirarão entre 5 de junho e 8 de dezembro deste ano, prorrogando o prazo até 9 de dezembro de 2026. Não é necessário solicitar nada ao Detran nem emitir um novo documento durante este período, pois o documento vencido será considerado válido.

Esta regra também se aplica à Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Após 9 de dezembro, os condutores terão os 30 dias normais previstos na legislação para efetuar a renovação. A medida foi adotada devido à transição do sistema de renovação da CNH, após a criação do processo simplificado para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que são condutores que autorizaram sua participação e não tiveram infrações passíveis de pontuação nos últimos 12 meses.

É importante notar que a prorrogação não implica renovação automática para todos. A renovação simplificada é destinada apenas aos cadastrados no RNPC e que cumpram os demais requisitos. O exame de aptidão física e mental continua sendo obrigatório, e motoristas das categorias C, D e E permanecem sujeitos ao exame toxicológico. Ademais, a prorrogação não se aplica a quem tiver o direito de dirigir suspenso ou cassado.

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A Cadillac iniciou suas operações comerciais no Brasil na quarta-feira, dia 16, introduzindo dois SUVs elétricos com valores elevados: o Lyriq, cotado em R$ 820.000, e o Vistiq, com preço de R$ 990.000.

Estes modelos estarão disponíveis inicialmente por meio de reservas, ou pré-vendas, nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília, com previsão de início de entregas para novembro. O Lyriq chega na configuração Signature Luxury, equipado com dois motores elétricos, tração integral e 500 cv. Sua bateria de 95,7 kWh garante uma autonomia de 405 km pelo Inmetro e suporta carregamento rápido de até 132 kW. Seu interior conta com rodas de 22 polegadas, bancos com funções de aquecimento, ventilação e massagem, teto panorâmico, head-up display e sistema de som AKG com 19 alto-falantes.

O Vistiq, um SUV de três fileiras e seis lugares, possui dois motores, tração integral e entrega 604 cv. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos e oferece 395 km de autonomia segundo o Inmetro. Adicionalmente, este modelo inclui suspensão a ar, esterçamento das rodas traseiras, climatização de cinco zonas, visão noturna por infravermelho e um sistema AKG com 23 alto-falantes.

Inicialmente, o atendimento será realizado em três locais, operados pela Eurobike em São Paulo, Metrosul em Curitiba e Tecar em Brasília. Um terceiro veículo da linha, o Optiq, deve ser lançado no primeiro semestre de 2027 e terá um posicionamento abaixo do Lyriq. Os preços iniciais são considerados altos, e espera-se que a Cadillac mantenha um foco em baixo volume, aproveitando sua reputação de luxo da GM, apesar da crescente concorrência de marcas chinesas.

A Volkswagen revelou o modelo mais potente de sua linhagem GTI, que é o elétrico ID.3 GTI. Este representa o segundo veículo a bateria a ostentar a sigla lendária, sucedendo o ID. Polo GTI, lançado em maio com 226 cv e tração dianteira.

O ID.3 GTI eleva a performance, dispondo de 326 cv e 55,6 kgfm de torque. Essa potência supera em 1 cv a do Golf GTI Edition 50, que foi lançado no final de 2025 e possui 325 cv e 42,8 kgfm no motor 2.0 turbo TSI. O design incorpora elementos característicos do GTI, como emblemas, friso vermelho na frente e rodas exclusivas, além de um volante de base reta com marca vermelha e bancos com encostos em estilo concha e revestimento parcial em Alcantara.

Tecnicamente, o ID.3 GTI é essencialmente idêntico ao ID.3 GTX que circulava antes da reformulação em abril, utilizando a plataforma MEB da geração anterior, com bateria de 79 kWh no assoalho. Seu desempenho é o mesmo do GTX: 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e velocidade máxima eletronicamente limitada a 200 km/h. No entanto, o ponto forte do ID.3 GTI é a autonomia, podendo percorrer até 601 km em condições ideais, e a bateria carrega de 10% a 80% em apenas 29 minutos.

O Rolls-Royce apresentou o Phantom Hummingbird, um sedã ultra-luxuoso construído sob a série «Architecture of Luxury Series II» da marca. Este veículo é movido por um V12 biturbo de 6,75 litros, gerando 570 cv e 91,8 kgfm de torque, permitindo atingir 100 km/h em 5,4 segundos, sendo esta a versão com maior distância entre eixos.

O diferencial deste exemplar reside no acabamento interno com madrepérola de abalone, um material obtido de moluscos, que exibe padrões marcantes de cores intensas e linhas escuras que variam conforme a incidência da luz. Diferente da madrepérola comum, a de abalone é mais frágil, e os artesãos da Rolls-Royce dedicaram nove meses para desenvolver a técnica correta de corte e posicionamento, um processo que consumiu 45 horas de trabalho.

O carro foi encomendado por um cliente de Dubai através da divisão Private Office, como um tributo à sua esposa. A homenagem incluiu padrões em formato de beija-flor nas mesas traseiras dobráveis e um padrão floral no painel vertical entre os assentos traseiros, chamado «Rear Waterfall». Cada pássaro foi composto por 53 fragmentos de abalone, e a decoração floral utilizou 84 fragmentos. Além disso, a silhueta de um beija-flor foi pintada à mão na carroceria. A Rolls-Royce justifica a escolha do beija-flor pelo efeito iridescente de suas penas, que remete às mudanças de cor do acabamento em abalone.

Embora o valor do exemplar exclusivo não tenha sido divulgado, é mencionado que um modelo na região de Dubai começa em 2 milhões de Dirhams, o que equivale a pouco mais de R$ 2,8 milhões.

A CAOA Changan lançou o CS55 nesta quarta-feira (16), visando competir com modelos como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. O veículo está disponível em três configurações, com preços que vão desde R$ 145.000 até R$ 190.000 na versão superior, que incorpora um sistema híbrido plug-in de 286 cv.

Este conjunto mecânico une um motor 1.5 turbo flex a um motor elétrico e uma transmissão específica para híbridos, resultando em 286 cv e 47 kgfm. A autonomia total declarada atinge 1.200 km com o tanque e a bateria cheios, embora a CAOA Changan ainda não tenha fornecido detalhes sobre a capacidade da bateria, o tempo de recarga ou a autonomia puramente elétrica.

As demais versões, Prime e Infinity, utilizam o motor 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm, acoplado a um câmbio de sete marchas de dupla embreagem. A versão Prime custa R$ 144.990 e a Infinity, R$ 154.990. Ambas são fabricadas em Anápolis, e os valores apresentados são promocionais, sem data definida para o término da campanha.

Com 4,55 metros de comprimento, 2,66 metros de entre-eixos e um porta-malas de 525 litros, o CS55 se insere no segmento de SUVs médios. Ele também oferece recursos comuns no mercado chinês, como telas grandes, teto panorâmico, bancos elétricos com aquecimento e ventilação, câmeras de 540 graus, controle de cruzeiro adaptativo e assistentes de permanência e centralização em faixa. O destaque é o posicionamento do CS55 PHEV, que coloca 286 cv na faixa de preço das versões convencionais de Compass e Corolla Cross, competindo também com o Tiggo 7 da CAOA Chery.

Existe agora uma réplica em miniatura do Porsche 550, licenciada e desenvolvida com a colaboração da própria Porsche, destinada a entusiastas que ainda não podem dirigir o modelo original. Este brinquedo de luxo é denominado 550J e é produzido pela Hedley Studios, empresa especializada em réplicas em escala de carros clássicos de marcas como Aston Martin, Ferrari, Bugatti e Bentley.

O 550J replica o Porsche 550A, apresentado em 1956, que substituiu o chassi Volkswagen por uma estrutura tubular própria e utilizava um motor boxer a ar de quatro cilindros, 1,5 litro, com potência entre 110 e 135 cv. Na versão de brinquedo, a carroceria é feita de fibra de carbono, resultando em um peso de 330 kg. Um motor elétrico de 11 cv no eixo traseiro é suficiente para alcançá-lo até 40 km/h. Há também uma opção RS, equipada com motor de 22 cv e velocidade máxima de 80 km/h, que inclui amortecedores Bilstein e freios a disco perfurados.

Este item de luxo possui um custo elevado: a versão mais básica custa US$ 95.000, o que corresponde a quase R$ 490.000 na cotação atual.

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