Meta desenvolve dispositivo com IA chamado Muse Charm, inspirado em Tamagotchi
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Meta desenvolve dispositivo com IA chamado Muse Charm, inspirado em Tamagotchi

A Meta está em processo de criação de um hardware exclusivo para seu novo agente de inteligência artificial, denominado Muse. Este aparelho, batizado de Muse Charm, foi brevemente apresentado pelo CEO da companhia, Mark Zuckerberg, ao final de sua apresentação durante o evento Meta Connect, realizado nesta quarta-feira, dia 23.

O design do dispositivo remete a uma versão moderna do Tamagotchi, embora possua uma estrutura mais resistente. Ele assemelha-se a um relógio inteligente que não necessita de pulseira, contando com uma tela de tamanho considerável e um pequeno suporte para facilitar o transporte.

Uma funcionalidade crucial do Muse Charm é que ele pode ser operado sem a necessidade de um telefone celular. A Meta planeja disponibilizar o Muse Charm para venda antes do período festivo de fim de ano, especificamente em dezembro.

Atualmente, o desenvolvimento do dispositivo encontra-se em fase preliminar. Conforme relatado por Zuckerberg, a empresa produziu apenas um número limitado de protótipos até o momento, e ainda precisa decidir qual material será utilizado no acabamento do produto.

Durante a apresentação, Zuckerberg forneceu indícios sobre a estética planejada para o Muse Charm. Ele enfatizou diversas vezes a possibilidade de uma carcaça transparente, o que possibilitaria a visualização dos componentes internos do aparelho. O executivo caracterizou essa aparência como um «visual hacker elevado» e garantiu que mais informações sobre o Muse Charm seriam divulgadas em um futuro próximo.

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A Meta introduziu o Muse, um novo agente pessoal de inteligência artificial que obteve rápida aceitação nos Estados Unidos. O aplicativo atingiu o topo da App Store e contribuiu positivamente para o desempenho das ações da empresa, embora já enfrente críticas relativas à segurança, privacidade e acesso a sistemas de terceiros.

Em poucos dias após seu lançamento no mercado americano, o Muse superou a marca de 2,5 milhões de instalações, conforme dados fornecidos pela Sensor Tower. Em resposta a este sucesso, as ações da Meta registraram um aumento de 11% na segunda-feira. A Truist Securities projeta que este recurso possa adicionar US$ 28,5 bilhões (aproximadamente R$ 146,4 bilhões) à receita da companhia até o ano de 2030.

Para otimizar seu funcionamento, o Muse possui a capacidade de acessar e-mails, calendários e mensagens, o que implica que o usuário deve depositar uma considerável quantidade de dados pessoais no agente. Uma pesquisa realizada pela Oppenheimer & Co. ilustra essa hesitação, indicando que somente 8% dos consumidores americanos declararam confiança em compartilhar suas senhas com a Meta, em comparação com 30% no caso do Google.

A Meta assegura que o desenvolvimento do Muse priorizou a segurança, afirmando que cada agente opera em um computador dedicado e protegido. Anteriormente ao lançamento, Alexandr Wang, chefe de IA da empresa, mencionou que a principal preocupação era prevenir vazamentos de dados pessoais ou exclusão acidental de e-mails importantes.

Não obstante, as questões de segurança persistem. Youssef Squali, analista da Truist, alertou que um incidente de grande escala que comprometesse credenciais ou informações de cartão de crédito poderia minar a confiança não só no Muse, mas em todo o setor de agentes de IA.

O primeiro desafio significativo para o Muse surgiu no segmento de comércio eletrônico, quando a Amazon bloqueou o agente em seu website, impedindo-o de navegar ou realizar compras em nome dos usuários. A Amazon declarou não ter recebido aviso prévio sobre tal acesso nem ter autorizado a ação. Um porta-voz da Amazon enfatizou que aplicativos externos que efetuam compras por clientes devem operar de maneira transparente e respeitar as diretrizes de permissão de acesso estabelecidas pelos serviços.

Por trás deste bloqueio, existe também uma preocupação relacionada ao modelo de negócios. Caso os agentes de IA passem a efetuar compras em substituição aos indivíduos, os usuários poderiam ter menor exposição às páginas que exibem publicidade. Para diversos analistas, isso pode gerar resistência por parte de grandes plataformas de internet, especialmente aquelas cuja receita depende da publicidade.

A Meta, por sua vez, sinaliza possuir parcerias com Shopify, Instacart e Dick’s Sporting Goods. O avanço do Muse também gerou reações em outros segmentos: houve uma retração nas ações de gestoras de patrimônio, corretoras e bancos, com a Charles Schwab registrando uma queda superior a 6%. Booking Holdings e Allstate também foram impactadas.

A Meta detém uma vantagem crucial, visto que o Facebook e o Instagram oferecem uma vasta infraestrutura de distribuição, além de seus serviços já acumularem dados de milhões de usuários. Atualmente, o único produto comparável é o agente da startup Instinct, que está disponível apenas mediante convite.

Contudo, este panorama deve mudar em breve. Analistas preveem que a OpenAI anunciará um agente de IA voltado para consumidores nas próximas semanas. O Google também é citado como um potencial competidor, e a Apple pode ingressar neste mercado posteriormente.

Neste contexto de competição acirrada, ser pioneiro pode ser decisivo. Segundo Ken Gawrelski, analista da Wells Fargo, a eficácia desses assistentes melhora à medida que os consumidores se familiarizam com eles e direcionam suas funcionalidades. Além disso, o Muse demanda alta capacidade computacional, pois cada agente roda em seu próprio computador virtual, o que representa um fator na disputa; contudo, analistas citados pelo Wall Street Journal indicam que o Google possui infraestrutura suficiente para desenvolver uma solução similar.

Até o momento, a rápida implementação do Muse posicionou a Meta no epicentro desta nova disputa. No entanto, o sucesso do agente não dependerá unicamente do número de usuários, mas também da disposição das plataformas em permitir que uma inteligência artificial execute tarefas em nome de seus clientes.

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A Meta implementou um teste utilizando atendentes humanos terceirizados em chamadas telefônicas que seriam gerenciadas pelo agente de Inteligência Artificial Muse. Esta funcionalidade experimental, denominada “concierge humano”, possibilita que, em certas situações, colaboradores humanos assumam o controle de uma ligação de forma discreta.

O conceito do concierge visa complementar uma capacidade existente no Muse, que já permitia aos usuários utilizar o assistente para entrar em contato com estabelecimentos, agendar compromissos ou verificar a disponibilidade de produtos, entre outras atividades. Esses testes estavam sendo conduzidos desde o mês de agosto.

Conforme relatado em mensagens obtidas pela agência Reuters, a própria empresa esclarecia que “o Muse agora é capaz de repassar pedidos a um agente treinado, que realiza a chamada e cuida de todo o processo”. Contudo, essa operação com suporte humano foi interrompida após receber críticas internas.

De acordo com a investigação da agência, as reclamações internas foram motivadas por preocupações relativas à privacidade dos usuários. A principal apreensão reside na possibilidade de dados pessoais e outras informações sensíveis serem expostos a funcionários terceirizados de centrais de atendimento.

Embora haja poucas informações detalhadas sobre o funcionamento exato da ferramenta, o termo “redirecionamento discreto” sugere que a mudança de controle pode não ser claramente sinalizada para o usuário.

Em resposta à reação negativa, uma executiva do Laboratório de Superinteligência reconheceu em um comunicado posterior que “foi uma falha” iniciar os testes com operadores sem fornecer os devidos avisos de transparência. Ela confirmou que a novidade foi suspensa temporariamente.

Por outro lado, o porta-voz Daniel Roberts contestou os vazamentos da agência, afirmando que o retorno recebido foi “esmagadoramente positivo” e defendendo o aperfeiçoamento do sistema. Ele declarou: “Estamos trabalhando com comerciantes para continuar refinando esse potencial recurso de chamadas e só vamos lançá-lo quando estiver pronto”.

Essa persistência ocorre paralelamente ao reconhecimento de que a intervenção humana aumentou a eficácia da ferramenta, algo comum em serviços de atendimento. Um documento interno indicou que as taxas de sucesso deste novo serviço variam entre 95% e 98%, um índice superior ao alcançado pelas chamadas realizadas exclusivamente por inteligência artificial.

Esta inovação sucede o lançamento bastante bem-sucedido do Muse, que assumiu a liderança no ranking de downloads de aplicativos nos Estados Unidos, atingindo mais de 2,5 milhões de instalações nas primeiras duas semanas. É importante notar que o aplicativo ainda não está disponível no Brasil.

O assistente foi concebido para operar com autonomia em rotinas como envio de e-mails, compras online e reservas de viagens, competindo com outras ferramentas como Gemini Spark e Claude Cowork.

Durante sua apresentação, a Meta enfatizou fortemente a segurança, garantindo que cada usuário teria acesso a uma “máquina virtual” isolada na nuvem para proteger as sessões, e que credenciais sensíveis seriam armazenadas em cofres criptografados específicos. A Amazon figura entre as grandes empresas que optaram por bloquear o agente.

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