Paramount avalia investimento de Elon Musk durante finalização da aquisição da Warner
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Paramount avalia investimento de Elon Musk durante finalização da aquisição da Warner

A Paramount está analisando a possibilidade de incluir Elon Musk no grupo de investidores destinado a financiar a compra da Warner Bros. Discovery. Essa notícia foi reportada pelo Semafor nesta quarta-feira, dia 23, com base em fontes próximas às negociações.

David Ellison, CEO da Paramount, está considerando Musk entre diversos indivíduos abastados para compor este sindicato de capital da empresa. Contudo, até o momento, não há qualquer confirmação de que Musk tenha concordado em participar do negócio, nem foi definido o montante de um possível aporte financeiro. A própria Paramount não comentou o assunto, e Musk não respondeu aos questionamentos feitos pelo Semafor.

Este movimento ocorre enquanto a Paramount se aproxima da conclusão da aquisição da Warner Bros. Discovery, uma transação estimada em aproximadamente US$ 110 bilhões (o equivalente a R$ 580 bilhões).

Estrutura Financeira da Aquisição

Musk não é o único nome sob avaliação; segundo o Semafor, David Ellison está examinando várias pessoas com grande patrimônio líquido para formar o sindicato de investidores. A estrutura financeira da aquisição já prevê múltiplas fontes de capital. O plano inclui cerca de US$ 47 bilhões (R$ 248 bilhões) em financiamento de capital, somado a US$ 54 bilhões (R$ 285 bilhões) em financiamento de dívida.

Investidores já envolvidos incluem fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, além do LionTree Investment Fund. De acordo com os termos divulgados sobre essa estrutura, esses investidores não terão assentos no conselho nem direitos de governança.

Adicionalmente, a FCC, o órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, deu aprovação em setembro para que investidores estrangeiros possam possuir participação indireta na Paramount, desde que não detenham ações com direito a voto nem exerçam influência sobre as decisões administrativas ou editoriais da companhia.

Implicações da Participação de Musk

Caso o investimento se concretize e a aquisição da Warner Bros. seja finalizada, Musk obteria uma participação econômica na empresa resultante, que agregará um vasto conjunto de ativos de mídia e entretenimento. A união integrará sob uma única corporação os bens da Paramount e da Warner Bros. Discovery, abrangendo operações de cinema, televisão e streaming.

Entre os ativos de notícias combinados estão a CBS News e a CNN, o que torna a potencial entrada de Musk especialmente relevante devido à sua atividade na plataforma X. O Semafor aponta que uma participação de Musk provavelmente geraria debates em Washington sobre a presença de um dos principais acionistas também controlando uma rede social. No entanto, a publicação enfatiza que seria improvável que ele tivesse poder formal sobre as decisões operacionais da empresa.

Essa possível procura por novos capitalistas acontece enquanto a Paramount segue adiante na conclusão da compra da Warner Bros. Discovery. Recentemente, a empresa firmou um acordo com um grupo de procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos que estava contestando a operação, removendo assim um dos principais entraves legais ao negócio.

A estrutura da transação ainda depende de fases ligadas à finalização do acordo e ao financiamento. A Paramount também assumiu compromissos relativos à produção cinematográfica e à manutenção da independência editorial da CBS e da CNN como parte dos pactos para prosseguir com a operação. Nesse contexto, a possível adesão de Musk representa mais uma fonte de capital para uma operação que envolve dezenas de bilhões de dólares. Por ora, Musk permanece apenas um dos potenciais investidores considerados pela Paramount, sem confirmação de aporte, participação societária ou valor definido.

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Os governos estaduais buscam barrar a fusão alegando que a união entre Paramount e Warner resultaria em uma concentração excessiva tanto nos mercados de cinema quanto nos de canais de televisão por assinatura. Embora as negociações estejam em curso, não há certeza de que ambas as partes alcançarão um consenso.

A conclusão rápida desta transação interessa à Paramount, pois ela representaria uma grande reestruturação no setor de entretenimento, ao integrar dois dos estúdios de cinema mais antigos dos Estados Unidos, juntamente com os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max, e diversas redes de televisão.

Desdobramentos da disputa antitruste

Enquanto tenta resolver a controvérsia antitruste, a Paramount também manifestou a intenção de realocar suas operações para fora da Califórnia caso não chegue a um acordo com os estados. Essa mudança poderia ter início já em 1º de outubro, sendo o Tennessee considerado o local mais provável para receber a empresa.

Essa possibilidade de transferência surge em meio à pressão para que a aquisição da Warner seja concretizada. O pacto estabelecido entre as companhias inclui o que é chamado de «ticking fee», um tipo de pagamento que a Paramount deverá efetuar aos acionistas da Warner até que a operação seja concluída. Tais pagamentos devem começar no próximo mês, totalizando cerca de US$ 650 milhões (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) trimestralmente, o que equivale a cerca de US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) diariamente.

A disputa também abrange uma batalha judicial referente aos custos do litígio. A Paramount solicitou a um juiz federal que imponha aos estados e ao sindicato Writers Guild of America a apresentação de uma garantia de quase US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões) pelo questionamento da aquisição. Este montante seria destinado à Paramount caso a empresa vença o processo judicial. Uma audiência sobre este pedido está agendada para a semana seguinte.

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