O nome do Homem Vitruviano remete ao arquiteto e engenheiro romano Vitrúvio, que viveu no primeiro século a.C. Sua publicação mais notável é o livro De architectura, onde ele discute a profissão de arquiteto.
Neste livro, Vitrúvio postulou que o corpo humano poderia ser contido perfeitamente tanto em um círculo quanto em um quadrado. Ele observou que, quando uma pessoa estende os braços e as pernas, os dedos das mãos e dos pés tocam uma circunferência cujo centro coincide com o umbigo. Além disso, Vitrúvio notou que a distância total entre as pontas dos braços abertos de um indivíduo é equivalente à sua altura, permitindo que qualquer pessoa com os braços abertos caiba dentro de um quadrado perfeito com lados iguais.
Essa representação é exatamente o que ilustra o Homem Vitruviano, criado por Leonardo da Vinci. Como o tratado original de Vitrúvio não possuía desenhos, outros intelectuais buscaram recriar a concepção apresentada no livro. Foi o arquiteto Fra Giovanni Giocondo quem desenhou o homem vitruviano em uma edição ilustrada de De architectura, lançada em 1511, aproximadamente vinte anos após o esboço de Da Vinci. Outros pensadores, como Cesare Cesariano e Francesco di Giorgio, também realizaram tentativas semelhantes.
Vários exemplos de «homens vitruvianos» foram produzidos durante os séculos XV e XVI, período do Renascimento. Embora Vitrúvio tenha vivido no século I a.C., suas reflexões ecoam os conceitos renascentistas ligados ao humanismo, à geometria, à anatomia e à arte. O homem ideal proposto por Vitrúvio simboliza a noção do corpo humano como um microcosmo do Universo.
O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci integra a coleção da Galeria da Academia de Veneza, localizada na Itália.
