EUA negam solicitação da China para participar de consultas na OMC sobre tarifas brasileiras
Leia mais
Noticias ao Minuto
noticiasaominuto.com

EUA negam solicitação da China para participar de consultas na OMC sobre tarifas brasileiras

Os Estados Unidos negaram um pedido feito pela China para participar de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) relativas às tarifas impostas ao Brasil. De acordo com as normas da OMC, os países envolvidos nessas consultas, como Brasil e EUA, devem dar permissão para a participação de um terceiro membro, neste caso, a China.

A posição norte-americana foi formalizada em uma comunicação enviada pela delegação dos Estados Unidos à China em 21 de setembro e posteriormente distribuída ao Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Neste documento, os EUA mencionaram ter recebido uma carta da China, datada de 6 de agosto, na qual Pequim pedia para integrar as consultas iniciadas pelo Brasil.

Os Estados Unidos argumentaram que o pedido de consultas apresentado pelo Brasil não se refere a nenhuma ação, política ou prática da China, nem a quaisquer tarifas aplicadas a produtos originários da China. Por essa razão, Washington declarou que não considerava válida a alegação chinesa de possuir um interesse comercial significativo nas discussões.

A comunicação enviada à delegação chinesa estabeleceu claramente: «Os Estados Unidos estão, assim, a rejeitar o vosso pedido para participar nestas consultas». Em agosto, a China havia justificado seu pedido alegando um «interesse comercial substancial» nas negociações entre os dois países.

O Brasil acionou a OMC em julho contra duas tarifas aplicadas durante a administração de Donald Trump. Uma dessas tarifas era de 25%, imposta porque Washington acreditava que o Brasil utilizava práticas desleais contra empresas americanas. Além disso, os EUA aplicaram tarifas de 12,5% ao Brasil, juntamente com outras tarifas a dezenas de nações que supostamente falharam na fiscalização de importações feitas com trabalho forçado.

A China ressaltou, em seu pedido de agosto, que tais medidas impactavam suas exportações para o mercado americano, exceto alguns itens específicos, e modificavam as condições de competição para os produtos chineses devido às taxas adicionais impostas.

Popular