A Microsoft comunicou a demissão de 268 colaboradores do Xbox na terça-feira, dia 22 de setembro. Estes funcionários pertenciam ao Halo Studios. Essa alteração faz parte do que foi descrito como a «reestruturação mais significativa da história do Xbox», conforme informado em um comunicado assinado pelo executivo Matt Booty.
Segundo Matt Booty, dois acordos distintos para a aquisição do estúdio Ninja Theory, responsável pelo título Hellblade: Senua’s Sacrifice, não foram concluídos. Consequentemente, a Microsoft encontra-se em um período de consulta sobre o possível encerramento do estúdio, caso não encontre um novo comprador, como aponta o The Verge.
Estes desligamentos estão inseridos em um plano maior que visa eliminar um total de 3.200 posições associadas ao Xbox até o final de junho de 2027. Dois meses antes, a Microsoft já havia realizado cortes em aproximadamente 1.600 empregos e renunciado ao controle de quatro estúdios, afetando equipes de diversas produtoras vinculadas à companhia, incluindo Bethesda, ZeniMax Online e id Software.
A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, tem como objetivo elevar as margens de lucro da divisão e direcionar os investimentos para as franquias mais importantes da Microsoft, como The Elder Scrolls e Fallout. Mesmo assim, os cortes anteriores também atingiram equipes ligadas diretamente a essas duas séries, além da id Software, conhecida pelos jogos Doom e Quake.
Esses recentes ajustes seguem uma reformulação que teve início há vários meses. Em junho, o Tecnoblog havia antecipado que a Microsoft estava preparando demissões em larga escala e modificações no modelo de negócios do Xbox, abrangendo a diminuição de despesas e a revisão de aportes em distintas áreas.
Naquele momento, a divisão estava sob pressão para controlar os custos após anos dedicados a investimentos em infraestrutura, conteúdo e hardware. A estratégia delineada sob a liderança de Sharma também previa uma reavaliação do desenvolvimento de jogos e um foco intensificado nas franquias consideradas cruciais para o Xbox.
A reorganização tornou-se mais visível em julho. Além dos desligamentos, a Microsoft começou a desfazer algumas aquisições feitas durante a administração anterior, liderada por Phil Spencer, que havia aumentado o número de estúdios internos para fortalecer o catálogo do Xbox Game Pass.
Em um comunicado emitido durante a primeira fase de cortes, Sharma declarou que as mudanças visavam conferir à divisão «mais foco, mais disciplina e mais clareza». A executiva também assegurou que a Microsoft manteria o patamar de investimentos no Xbox, mesmo diante da redução do quadro funcional e da saída de certos estúdios.
