Em antecipação à Copa do Mundo de 2030, o torneio da Liga das Nações 2026/27 começa, e a atenção do mundo do futebol está focada nas estreias de vários treinadores de destaque. Entre eles estão Jürgen Klopp e Zinedine Zidane, que se preparam para suas primeiras partidas internacionais.
O fim dos ciclos de Copas do Mundo tradicionalmente traz o surgimento de novos rostos nos comissários técnicos, mas o ciclo de 2026 é notavelmente intenso: desde o torneio na América do Norte, dez países europeus nomearam novos líderes neste verão.
As figuras mais significativas são a lenda francesa e vencedor da Copa do Mundo de 1998, Zidane, que substituiu Didier Deschamps, e Klopp, ex-gerente do Liverpool, que assumiu sua pátria alemã.
Quando Deschamps anunciou que a Copa do Mundo de 2026 marcaria o fim de seu mandato de catorze anos como técnico da seleção francesa, apenas um nome ecoou entre os torcedores: 'Zizou'. Seu desejo foi realizado em julho, quando foi anunciado que o tricampeão da Liga dos Campeões assumiria o cargo em vez de seu antigo companheiro e capitão na seleção francesa.
Kylian Mbappé, atual capitão da França, informou ao jornal espanhol AS na segunda-feira: 'Parece um filme, mas é real'. Aos 54 anos, Zidane fará suas primeiras partidas como técnico na Turquia na sexta-feira, e depois na Bélgica três dias depois, antes de estrear no Stade de France em 2 de outubro contra a Itália. O próximo encontro com os belgas em Paris na segunda-feira encerrará a primeira partida de Zidane na gestão internacional.
Zidane, ex-treinador do Real Madrid, declarou em julho: 'Trabalhar na França era o único que eu queria. Recebi várias propostas nestes quatro ou cinco anos para assumir a gestão do clube, mas recusei todas elas em prol da seleção nacional francesa. Estou pronto para este desafio, isso me move'.
Se a nomeação de Zidane marca o aguardado retorno de uma figura cultuada à seleção nacional francesa, a nomeação de Klopp gerou não menos agitação na Alemanha, mesmo sendo a primeira experiência do ex-zagueiro do Mainz na equipe nacional.
Nunca atuando como jogador, Klopp conquistou seu nome no futebol justamente como treinador. Após períodos notáveis de trabalho no Borussia Dortmund e no Liverpool, bem como um período fora do banco de reservas como diretor esportivo global da Red Bull, Klopp começará uma aventura que muitos na Alemanha consideravam impossível.
Após a saída de Julian Nagelsmann após a decepcionante Copa do Mundo da Alemanha, Klopp declarou em sua apresentação: 'Este é o ponto mais alto da minha carreira, da minha vida, da minha vida profissional. Eu darei tudo de mim'.
O carismático Klopp, de 59 anos, já demonstrou que agirá segundo seu próprio critério, convocando 44 jogadores divididos em dois grupos para seus primeiros jogos. Esses jogos ocorrerão contra a Holanda em Amsterdã na quinta-feira, e três dias depois, em casa contra a Grécia. Em seguida, estão programados jogos contra a Sérvia em Munique em 1º de outubro e uma viagem à Grécia em 4 de outubro.
Outros novatos nesta rodada de jogos da Liga das Nações incluem Jorge Jesus, que estreará pela Portugal, quando os atuais campeões do torneio participarem do jogo contra a País de Gales na quinta-feira. Havi Hernández, ex-metrônomo do Barcelona e vencedor da Copa do Mundo de 2010, substitui Ronald Koeman como técnico da Holanda. Roberto Mancini, que liderou a vitória da Itália na Euro 2020, retorna para tentar consertar a situação dos 'Azzurri'.
Mark van Bommel, ex-meio-campista do Bayern de Munique e da Holanda, fará sua primeira partida pela Bélgica contra a Itália, e Slavko Kovačević assume novamente o comando da Croácia após um bem-sucedido mandato de seis anos no Vatreni de 2006 a 2012. O técnico da Espanha, vencedor da Copa do Mundo e da Europa, Luis de la Fuente, permanece em seu cargo; seu contrato foi estendido até 2032 na segunda-feira. Seus campeões começarão a lutar pelo segundo título da Liga das Nações com um forte confronto contra Thomas Tuchel da Inglaterra no Wembley no sábado.
