A Apple está desenvolvendo um novo mecanismo de proteção contra furtos para o iPhone, denominado internamente como AutoLock. Esta funcionalidade já está presente na versão beta mais recente do iOS e seu propósito principal é impedir o uso do aparelho caso ele seja roubado ou furtado.
É relevante notar que sistemas Android já oferecem tecnologias semelhantes desde 2025, sendo o Brasil o primeiro país a adotar tal recurso. No contexto do iPhone, o software monitora situações como a retirada abrupta do dispositivo da mão do proprietário, a interrupção da conexão com outros aparelhos do usuário e um período prolongado de desbloqueio contínuo.
A descoberta deste novo recurso foi realizada através da análise de códigos divulgados pelo site 9to5Mac. Adicionalmente, a Apple planeja implementar melhorias de segurança no iPhone para mitigar falsos positivos durante o desbloqueio biométrico, entre outras atualizações.
De acordo com o código examinado, o AutoLock utilizará os sensores do iPhone que já são responsáveis por registrar passos e outros movimentos para detectar um possível roubo. Além do movimento de 'puxão' e da aceleração típica, outras circunstâncias consideradas 'suspeitas' serão avaliadas para configurar um evento de roubo ou furto.
A intenção é que, ao ser detectado um risco, o iPhone bloqueie a tela, protegendo assim informações confidenciais. Detalhes específicos, como o tempo máximo permitido para o desbloqueio ou para a perda de conectividade, ainda não foram divulgados.
A versão de teste foi disponibilizada nesta segunda-feira (21) exclusivamente para desenvolvedores, permitindo que eles otimizem seus aplicativos antes do lançamento oficial. Contudo, é importante frisar que o AutoLock não está ativo no beta, mesmo estando disponível no sistema, o que sugere que a Apple pode optar por não lançar o recurso na versão final do iOS 27.2.
Além do AutoLock, o sistema operacional prevê outros mecanismos de aprimoramento. Serão incorporadas formas de prevenir falhas na identificação do FaceID, bem como ajustes para evitar que o bloqueio automático seja acionado incorretamente. Também estão previstas exceções específicas que podem anular o bloqueio, como o reconhecimento biométrico ou a presença em locais conhecidos.
Essa camada de segurança já existe em serviços como o Proteção de Dispositivo Roubado, e deverá participar de um processo de 'votação', onde o AutoLock solicita o bloqueio e o sistema só o executa se o telefone não estiver nessas condições de exceção.
