A equipe de projeto do Parque Chas apresentou diversas tipologias de residências, e este caso específico envolveu a reforma de uma antiga «casa cajón» localizada em um terreno quase quadrado, com intervenções realizadas durante os anos 2000.
A equipe de projeto do Parque Chas apresentou diversas tipologias de residências, e este caso específico envolveu a reforma de uma antiga «casa cajón» localizada em um terreno quase quadrado, com intervenções realizadas durante os anos 2000.
Ao serem contatados pelos clientes, a equipe soube que sua atuação seria limitada ao design de interiores, à resolução da circulação interna e às áreas externas, visto que os proprietários não desejavam expandir a área construída.
O conceito de construir foi traduzido através da criação de um paisagismo exclusivo, transformando um pátio em um espaço vibrante para a vida ao ar livre. Este ambiente foi definido por um perímetro irregular de vegetação, a inclusão de uma piscina, uma escadaria que conduz a um estúdio de música e o aproveitamento das grades pré-existentes.
As grades foram recontextualizadas, deixando de ser apenas um recurso de segurança para se tornarem um suporte para o crescimento e domínio da vegetação no entorno. O processo também envolveu a construção de identidade e apropriação do espaço.
Foi desenvolvida uma paleta de cores e texturas específica, integrando elementos originais, como a abóbada de tijolos e os ladrilhos cerâmicos do pátio, e combinando-os com elementos mais simples. Internamente, houve uma reconfiguração com a adição de uma parede de blocos de vidro e uma nova escada, além da unificação do revestimento entre os ambientes internos e externos. Mobiliário de madeira foi empregado para delimitar sutilmente a circulação da sala de jantar.
A fachada foi tratada como um componente que pertence mais ao tecido social e urbano do que ao indivíduo proprietário. Para harmonizar com o contexto do Parque Chas, propôs-se uma nova fachada baseada em tijolo e tons claros, visando conferir maior leveza à escala da rua e da calçada estreita.
Essa transformação conseguiu mudar uma fachada de estilo pós-moderno com aparência industrial para algo mais acolhedor e suave em relação ao seu entorno. No final, o objetivo é que o espaço seja vivido, manchado e utilizado em todas as suas facetas, pois o maior valor de uma obra reside em perder sua condição inicial de novidade para se tornar um repositório de memórias, histórias e experiências duradouras.
A Casa Atelier Brasília, desenvolvida pela NAHE ARCHITECTS, investiga a interação entre arquitetura, condições climáticas e a vida cotidiana através de uma readequação minuciosa de uma residência já existente. O projeto nasceu de uma meta simples: converter um apartamento comum em uma sucessão de ambientes tranquilos e interligados, onde a luz, os materiais e as proporções definem a experiência diária.
Em vez de aumentar a complexidade, a intervenção se concentrou em eliminar o supérfluo. O núcleo da casa transforma-se em uma paisagem fluida de convívio, unificando sala de estar, sala de jantar, cozinha e terraço em um único espaço conceitual. Amplas aberturas conectam o interior ao exterior, fazendo com que o terraço funcione como um cômodo acessível ao céu, e não apenas como um anexo.
O layout foi organizado mediante uma progressão moderada entre as áreas sociais e as privadas. A zona social é caracterizada por ser aberta, flexível e espaçosa, servindo como local para reuniões, trabalho e atividades compartilhadas. Em contraste, os dormitórios proporcionam um ambiente mais protegido, projetados para serem locais de repouso, foco e introspecção.
A escolha dos materiais reflete o mesmo princípio de moderação. A madeira de nogueira confere calor e continuidade visual, enquanto a estrutura de concreto original é preservada e exposta, conferindo uma presença física autêntica. Superfícies neutras atuam como um pano de fundo calmo para a luz natural, permitindo que suas variações ao longo das horas se integrem à própria arquitetura. Cada elemento material foi mantido próximo ao seu estado natural, aceitando o desgaste e a passagem do tempo como parte inerente ao seu caráter.
A Casa Brasília não deve ser vista meramente como uma reforma tradicional, mas sim como uma nova maneira de habitar. É um lar cuja identidade reside na clareza, e não no excesso; um espaço atemporal, maleável e sensível aos hábitos da vida diária.
A equipe do projeto apresentou o conceito Casa Fátima / MARMOLBRAVO, que consiste na transformação de uma casa geminada construída na década de 1970. Em vez de substituir completamente o edifício existente, o projeto busca sua reinterpretação, revelando as qualidades ocultas da arquitetura original e adaptando-a aos estilos de vida modernos.
A casa está localizada no bairro residencial de Pozuelo de Alarcón e possuía inicialmente uma vantagem significativa: um jardim maduro que se desenvolveu junto com o edifício ao longo das décadas. O projeto não impõe uma nova estrutura arquitetônica, mas aceita esse ambiente paisagístico como um elemento ativo da vida doméstica.
A intervenção mantém o caráter racional do edifício original, elimina barreiras espaciais e fortalece a conexão entre os espaços interno e externo. Isso permite que a luz natural e a vegetação permaneçam elementos constantes da experiência cotidiana.
O princípio de organização do projeto é a flexibilidade. Em vez de fixar funções específicas em cada cômodo, a casa foi projetada como uma sequência de zonas adaptativas, capazes de acomodar diferentes cenários de vida e mudar com o tempo.
No térreo, as salas de estar, sala de jantar, área de entrada e o jardim estão conectados por continuidade física e visual, expandindo naturalmente a vida doméstica para o exterior. Os andares superiores seguem a mesma lógica, oferecendo espaços abertos prontos para responder às necessidades dinâmicas da família, trabalho remoto ou futuras mudanças sem a necessidade de modificar a estrutura arquitetônica.
O projeto interage com o edifício existente em seus próprios termos, em vez de se opor a ele. Novos materiais são apresentados em uma linguagem moderna contida, estabelecendo um diálogo respeitoso com a arquitetura original e sua materialidade. O uso de madeira, móveis bem executados e uma paleta de acabamentos cerâmicos naturais e rebocos minerais em tons neutros reforça a continuidade entre o antigo e o novo, ao mesmo tempo que aumenta o conforto e a atmosfera emocional da casa.
A intervenção culmina em um amplo terraço no telhado, onde um leve pavilhão de estufa de madeira e policarbonato ondulado cria um espaço intermediário entre a casa e o céu. Esta área, não sendo totalmente interna nem externa, transforma-se dependendo das estações, filtra a luz natural e expande as possibilidades de uso da residência, fornecendo um local para contemplação, encontros e enriquecimento diário.
Casa Fátima oferece não um objeto arquitetônico finalizado, mas uma arquitetura aberta ao fluxo do tempo: uma casa capaz de se adaptar àqueles que nela vivem. Isso demonstra que a transformação mais sustentável não reside em substituir o que já existe, mas em descobrir e fortalecer o valor que ele já carrega.
O projeto desenvolvido pelo Estudio Piloti Arquitetura envolveu a reforma de uma casa localizada em uma charmosa vila no bairro da Lapa. O imóvel inicial consistia em duas pequenas casas que estavam sobrepostas.
Com o objetivo de acomodar uma família composta por um casal e seus três filhos, o projeto foi concebido para integrar essas duas estruturas em uma única residência funcional.
As informações sobre este projeto foram fornecidas pela equipe de projeto.