Tesla enfrenta julgamento por alegações de discriminação racial contra funcionários negros nos EUA
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Tesla enfrenta julgamento por alegações de discriminação racial contra funcionários negros nos EUA

A Tesla iniciou nesta segunda-feira, dia 21, um julgamento na Califórnia referente a acusações de discriminação racial direcionadas a trabalhadores negros em sua unidade de Fremont. Este processo foi instaurado em 2022 pelo Departamento de Direitos Civis do estado e aponta diversas questões, tais como assédio, disparidade salarial e ausência de chances de ascensão profissional.

A companhia refuta todas as alegações, declarando que não permite qualquer tipo de discriminação em seu ambiente de trabalho. O julgamento será presidido pelo juiz Peter Borkon, sem a participação de um júri, e tem previsão de encerramento para 30 de outubro.

Detalhes das Acusações

Conforme detalhado no processo, os trabalhadores negros foram vítimas de assédio perpetrado por outros colaboradores, incluindo ofensas raciais e grafites. A agência promotora também argumenta que a Tesla falhou em implementar medidas adequadas para coibir ou cessar tais comportamentos.

Adicionalmente, o processo destaca diferenças remuneratórias em comparação com outros empregados e acusa a empresa de limitar as oportunidades de promoção. Segundo a agência, há uma concentração de trabalhadores negros em posições de menor pagamento e em funções consideradas menos atrativas.

A acusação descreve a fábrica de Fremont como um local racialmente segregado, o que é evidenciado pela concentração de funcionários negros nessas funções específicas. Como o caso não contará com júri, cabe ao juiz Borkon determinar se a Tesla infringiu as leis estaduais de direitos civis na Califórnia, onde, diferentemente da legislação federal, não há um teto estabelecido para indenizações em casos de discriminação laboral.

Uma eventual condenação pode acarretar pagamentos milionários, sendo a magnitude do processo aumentada pelo número de trabalhadores envolvidos e pelo histórico de denúncias contra a empresa. A Tesla também está respondendo a uma ação movida pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos, além de dezenas de litígios individuais apresentados pelos próprios trabalhadores.

Em outro processo, Borkon havia decidido no ano anterior que mais de seis mil trabalhadores negros não poderiam processar a Tesla coletivamente, revertendo uma deliberação anterior.

Acordos Anteriores e Posição da Empresa

A empresa já firmou acordos em certas ações individuais. Em um desses casos, um ex-operador de elevador da fábrica de Fremont recebeu US$ 137 milhões (aproximadamente R$ 701 milhões) após uma decisão de júri, embora esse montante tenha sido reduzido posteriormente.

A Tesla reiterou sua negação de irregularidades, afirmando que não tolera discriminação e que procedeu à demissão de funcionários envolvidos em condutas inapropriadas. O julgamento atual coloca as alegações do Departamento de Direitos Civis da Califórnia sob análise do juiz, que decidirá sobre a violação das leis estaduais de direitos civis pela empresa.

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